Music

Canções do Desterro

by Léo Lago

Released 09/06/2017
Released 09/06/2017
  • 01:23 Story Lyrics
    A Canção Mais Bonita Pra Você

    Hoje eu vou cantar
    A canção mais bonita pra você.
    Porque hoje o tempo não passa
    Meus medos me prendem, sufocam
    Estou em pedaços.
    As palavras quebraram o encanto.
    A estrela chora e aos poucos
    Perde seu brilho.
    Não, amor, não chore.
    Vamos tentar manter algo vivo
    Apesar de que o brilho mais intenso,
    Quando vemos, já não existe.
    Então vá. Mas volte!
    Estarei sempre esperando por você.
    E quando você voltar
    Olhe nos meus olhos e,
    Por favor, não diga nada.
    Me abrace e saiba que te amo.

  • 00:55 Story Lyrics
    É Preciso...

    Nada como um dia após o outro
    Pra desgastar um coração
    É preciso muito zelo
    Pra batendo mantê-lo
    É preciso renovar a cada dia
    Ou ao menos tentar reparar
    O passo em falso, o passo atrás
    É preciso cuidar pra que um dia
    Não se fique na inércia de um peito sem batida
    Sem carinho, sem ternura
    É preciso dar flores,
    Doces, cartas, beijos apaixonados
    De entrega, de repente
    Ou mesmo um olhar sincero que prove que
    É preciso estar junto pra sempre
    É preciso reconquistar
    É preciso ter o momento nas mãos
    E temer a ausência, a perda, o amanhã
    E por isso tudo, é preciso amar intensamente
    Como o último suspiro de um amante abandonado.

  • 02:07 Story Lyrics
    Ó, Minha Amada

    Ó, minha amada
    de antes, depois
    de hoje, de ontem
    quando fomos dois 

     

    Ó, minha amada
    por querer-te tanto
    é que deixo rolar
    esse meu pranto

     

    Te lembro em meu canto
    Por tanto te querer
    Por querermos tanto
    Fomos tudo perder

     

    Ó, minha amada
    de antes, depois
    de nunca, de sempre
    quando somos dois

  • 02:40 Story Lyrics
    A Solidão Anda pela Casa / Ao Meu Único Amigo

     

    A solidão anda pela casa
    Cordas
    Garrafas
    E o som dos seus passos
    Sinto sua presença constante
    - no abraço

     

    A solidão está ao meu lado
    Em todas as coisas que escolho fazer
    Em tudo o que penso e decido na vida
    - Mas não sou a escolhida

     

    A solidão mora comigo
    Me acorda todos os dias
    Almoça e janta comigo
    Me acompanha ao trabalho
    E escuta o que eu digo
    - Será meu único amigo?

     

    Ao meu único amigo

    De toda a vida

    Que me acalenta nos braços
    E assopra minhas feridas,
    Que me recebe em afagos
    Pelas dores antigas.
    Ao meu único amante,
    Pois com as voltas do tempo,
    A ti sempre retorno
    E entre beijos e abraços
    Me mostras no vento
    Muitos planos e sonhos
    Que eu mesma invento
    Pra que um dia voltes a
    Ouvir meu choro e meus passos
    Ao meu inimigo,
    Que usa o que sinto
    Pra brincar comigo
    E arremessa o novelo
    E conta até cinco
    Pois sabe que volto,
    Pra mim mesma minto.
    Ao meu único nada

     

  • 03:01 Story Lyrics
    Don't Let Me Be Misunderstood

     

    Baby you understand me now
    If sometimes you see I'm mad
    Don't you know no one alive can always be an angel?
    When everything goes wrong you see some bad

     

    But I'm just a soul whose intentions are good
    Oh Lord, please don't let me be misunderstood

     

    You know sometimes baby I'm so carefree
    With a joy that's hard to hide
    Anda then sometimes again it seems that all I have is worry
    And then you bound to see my other side

     

    But I'm just a soul whose intentions are good
    Oh Lord, please don't let me be misunderstood

     

    If I seem edgy
    I want you to know
    I never meant to take it out on you
    Life has its problems
    and I get more than my share
    but that's one thing I never meant to do

     

    Cause I love you
    Oh baby
    I'm just human
    Don't you know I have faults like anyone?

     

    Sometimes I find myself alone regretting
    some big foolish thing
    some wrong thing I've done

     

    Cause I'm just a soul whose intentions are good
    Oh Lord, please don't let me be misunderstood
    Baby, I'm just a soul whose intentions are good
    I try so hard, baby

  • 01:52 Story Lyrics
    Caminhando em Gelo Fino

     

    Caminhando em gelo fino,
    jogando com o destino;
    seria só um desatino
    sentir-me como um menino
    que não sabe onde pisar?

     

    O que será que eu procuro
    logo ali depois do muro?
    Nada espero do futuro;
    quero meu porto seguro
    no momento de voltar.

     

    Já que a vida é coisa breve,
    deixe que o vento nos leve,
    até lá, onde se atreve
    a coragem de quem deve
    a vida saborear.

     

    Que tenhamos no caminho
    corações sempre em alinho,
    beijos, amores e vinho;
    só não me deixes sozinho
    onde eu não possa te achar.

  • 02:58 Lyrics
    O Mundo É Maior / A Queda

    O mundo é maior

    (letra/lyrics: Natasha Juliana Pereira - música/music: Léo Lago)

    Vê: o mundo é maior que uma loja de belchior;
    São tantas cores e aromas, não se distingue o melhor.
    Dê-me sua mão, vamos juntos!
    O mundo é maior, mas somos maiores que o mundo.
    Experimente o sabor do doce e do amargo,
    Sabendo que estarei sempre aqui ao seu lado.

     

    Abri seus olhos pro mundo,
    Nos atirei no penhasco,
    E a doçura de sermos dois
    Foi se transformando em asco.
    E nós sabemos, no fundo,
    Que não teremos depois
    Quando sua mão solta a minha
    Para estar livre no espaço.
    Então me vejo de novo e como sempre sozinha
    E me arrependo outra vez de cada um dos meus passos.
    E eu que queria tudo perdi a mim mesma então.
    Que seja rápida a queda e eu encontre logo o chão

     

    A queda

    (Léo Lago)

  • 02:27 Story Lyrics
    Os Dias, As Noites e o Tempo

    Os dias passam com algum pesar
    Mas pouco a pouco consigo suportar
    Às vezes como um cadáver a me arrastar
    Às vezes com alguma alegria no ar

     

    Os dias passam

     

    Mas as noites, ah, as noites eu tento
    E tento e tento
    Mas são pesadelos a me atormentar
    Quando fecho meus olhos e sinto o tempo
    Pouco a pouco a me escapar
    Tempo que nunca mais vai voltar
    Tempo que eu estou a perder
    Tempo que desperdiço longe de você
    Tempo que me engole, voraz
    Noites e noites sem paz

     

    As noites são pesadelos

     

    Lembranças de tempos felizes
    Só sobraram as cicatrizes

     

    Longe de você, meu peito se cala
    Morto por dentro, essa é minha sina
    Eu fecho os olhos, a morte me fala
    Ela pode estar ali, na próxima esquina
    E nunca mais, nunca mais, nunca mais
    Nunca mais a chance
    Fora do alcance

     

    Os dias passam
    As noites são pesadelos
    O tempo não volta mais
    Vida sem paz

  • 02:33 Story Lyrics
    Ondas do Mar de Vigo

    Ondas do mar de Vigo,
    se vistes meu amigo!
    E ai, Deus!, se verrá cedo!

     

    Ondas do mar levado,
    se vistes meu amado!
    E ai Deus!, se verrá cedo!

     

    Se vistes meu amigo,
    o por que eu sospiro!
    E ai Deus!, se verrá cedo!

     

    Se vistes meu amado,
    por que hei gran cuidado!
    E ai Deus!, se verrá cedo!

  • 03:22 Story Lyrics
    Impossível Acreditar Que Perdi Você

    Não, eu não consigo
    Acreditar
    No que aconteceu
    Pesadelo meu
    Nada se acabou

    Não, é impossível

    Eu não consigo
    Viver sem você
    Volte e venha ver
    Tudo em mim mudou

     

    Eu já não consigo
    Mais viver dentro de mim
    E, e viver assim
    É quase morrer
    Venha me dizer sorrindo
    Que me perdoou
    E que ainda é meu,
    Só meu, o seu amor

     

    Hoje mais um dia
    De tristeza
    Para mim passou
    Nem no meu olhar
    Nada se alegrou
    Sinto-me perdido
    No vazio
    Que você deixou
    Nada quero ser
    Já nem seu quem sou

     

    Eu já não consigo
    Mais viver dentro de mim
    E, e viver assim
    É quase morrer
    Venha me dizer sorrindo
    Que me perdoou
    E que ainda é meu
    Só meu, o seu amor

  • 04:03 Story Lyrics
    Torna a Surriento

    Vide'o mare quant’è bello,
    spira tantu sentimento,
    Comme tu a chi tiene mente,
    Ca scetato 'o faie sunnà.

     

    Guarda gua' chistu ciardino;
    Siente, sie’ sti sciure arance:
    Nu profumo accussi fino
    Dinto 'o core se ne va…

     

    E tu dice: "I’ parto, addio!"
    T’alluntane da stu core…
    Da sta terra de l’ammore…
    Tiene 'o core 'e nun turnà?

     

    Ma nun me lassà,
    Nun darme stu turmiento!
    Torna a Surriento,
    Famme campà!

     

    Vid'o mare de Surriento,
    che tesoro tene nfunno:
    chi ha girato tutto 'o munno
    nun l'ha visto comme'a ccà.

     

    Vid'o attuorno sti Serene,
    ca te guardano 'ncantate,
    e te vonno tantu bene...
    Te vulessero vaga.

     

    E tu dice: "I' parto, addio!"
    T'alluntane da stu core
    Da sta terra de l'ammore
    Tiene 'o core 'e nun turnà?

     

    Ma nun me lassà,
    Nun darme stu turmiento!
    Torna a Surriento,
    Famme campà!

  • 02:30 Story Lyrics
    Há Tantas Coisas

    Há tantas coisas que não voltam mais
    E que preciso aprender a deixar pra trás
    O seu sorriso que o tempo não traz
    O meu amor que já não te satisfaz

     

    Mas é tão difícil e seja o que for
    Mesmo difícil ainda há tanto amor
    Aqui dentro e lá fora, o que foi que mudou
    O que faço agora que acabou?

     

    Há tantas coisas ficando pra trás
    Será mesmo que não voltam mais?
    Aquele brilho no seu olhar
    Um jeito tão puro da gente se amar

     

    Por que é tão difícil se há tanto amor?
    Eu verei seu rosto por onde eu for
    Daquilo que fomos, o que foi que restou
    Não parece verdade que terminou

     

    O que fizemos - o que inventamos
    Era tão puro - por que mudamos?
    Mas tudo muda - tudo deve passar
    Mas nosso amor era mais, eterno apesar...

     

    De tantas coisas ficando pra trás
    Será mesmo que não voltam mais?
    Aquele brilho no seu olhar
    Um jeito tão puro da gente se amar

  • 00:44 Story Lyrics
    E Se...?

    E se não existisse nada além de nós dois?
    E se não chegasse nunca o momento depois?

  • 01:19 Story Lyrics
    Canção do Exílio

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.

     

    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.

     

    Em cismar – sozinho – à noite –
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

     

    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar – sozinho – à noite –
    Mais prazer encontro eu lá;

     

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.
    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;

     

    Sem que eu desfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu'inda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

  • 04:00 Story Lyrics
    Ahasverus Blues

    Sabes quem foi Ahasverus?... — o precito,
    O mísero Judeu, que tinha escrito
    Na fronte o selo atroz!
    Eterno viajor de eterna senda...
    Espantado a fugir de tenda em tenda,
    Fugindo embalde à vingadora voz!

     

    Misérrimo! Correu o mundo inteiro,
    E no mundo tão grande... o forasteiro
    Não teve onde... pousar.
    Co'a mão vazia — viu a terra cheia.
    O deserto negou-lhe — o grão de areia,
    A gota d'água rejeitou-lhe o mar.

     

    D'Ásia as florestas — lhe negaram sombra
    A savana sem fim — negou-lhe alfombra.
    O chão negou-lhe o pó! ...
    Tabas, serralhos, tendas e solares...
    Ninguém lhe abriu a porta de seus lares
    E o triste seguiu só.

     

    Viu povos de mil climas, viu mil raças,
    E não pôde entre tantas populaças
    Beijar uma só mão...
    Desde a virgem do Norte à de Sevilhas,
    Desde a inglesa à crioula das Antilhas
    Não teve um coração! ...

     

    E caminhou! ... E as tribos se afastavam
    E as mulheres tremendo murmuravam
    Com respeito e pavor.
    Ai! Fazia tremer do vale à serra...
    ele que só pedia sobre a terra
    — Silêncio, paz e amor! —

  • 03:39 Story Lyrics
    E Agora, Amor? (Et Maintenant)

    E agora, amor, o que vou fazer
    De todo este tempo que será minha vida?
    De toda essa gente tão indiferente
    Depois de tua partida?

     

    Todas estas noites, por quê, pra quem?
    E esta manhã que me leva a nada.
    Em meu peito bate, pra quem, por quê?
    E bate tão forte, sem alma

     

    E agora, amor, o que vou fazer
    da nossa história que está acabada?
    Tu me deixastes a terra inteira
    Mas a terra sem ti não é nada

     

    Amigos, quem? Sobraram quantos?
    E sabem bem que nada há a fazer
    Pela cidade, todos os cantos,
    Tanta lembrança em prantos

     

    E agora, amor, o que vou fazer?
    Eu vou sorrir para não mais chorar
    Noites inteiras eu vou arder
    E de manhã vou te odiar

     

    E ainda assim dentro de mim
    Eu verei bem o fim do caminho
    Nenhuma flor, nem choro teu
    No momento do adeus

     

    Eu não tenho mais nada a fazer
    Eu não tenho mais nada

  • 01:11 Story Lyrics
    44 (Profunda Cela)

     

    Na solidão profunda da minha triste cela,
    onde assolam-me as lembranças que inda tenho dela
    e a melancolia é minha musa perene,
    por que vaga em pensamentos o meu coração?
    Se ela não me concede meu sonhado perdão
    por mais que eu implore e mude e sofra e tente e pene.

     

    Como eu anseio que salve-me uma só mensagem!
    Eu vejo seu nome, como uma doce miragem.
    Oh, nome para sempre triste, sempre querido,
    escrito em minhas lágrimas que esperam um sim,
    escapa em suspiros em tantas noites sem fim:
    chamo e clamo, salve-me do desterro sofrido!

  • 02:50 Story Lyrics
    Unchain My Heart

     

    Unchain my heart
    Baby let me be
    Unchain my heart
    'Cause you don't care about me

     

    You've got me sewed up like a pillow case
    But you let my love go to waste so
    Unchain my heart, set me free

     

    Unchain my heart
    Baby let me go
    Unchain my heart
    If you don't love me no more

     

    Love you forever, once you told
    But now it's gone and you act so cold so
    Unchain my heart, set me free

     

    I'm under your spell
    Like a man in a trance
    But I know damn well
    That we blew up our chance

     

    So unchain my heart
    Let me go my way
    Unchain my heart
    You worry me night and day

     

    Why lead me through a life of misery
    When you don't care a bag of beans for me
    So unchain my heart, set me free

  • 03:03 Story Lyrics
    Adeus, Baby

     

    Acordei esta noite pensando em você

    Te juro, não queria te perder

    Como tudo isso foi acontecer?

    Nunca vou te esquecer

     

    Mas acho que é o fim e acabou

    Dos bons momentos, o que restou?

    As lembranças vão permanecer

    Nunca vou te esquecer

     

    Se é o fim, baby

    Então, adeus, baby

    Talvez na próxima, então

    Tenhamos uma solução

     

    Acordei esta noite pensando em você

    Estava tão triste sem te ver

    Baby, o que eu fui fazer?

    Nunca vou te esquecer

     

    Mas acho que é o fim e acabou

    Se é assim, então eu me vou

    Mas se você precisa saber

    Nunca vou te esquecer

     

    Se é o fim, baby

    Então, adeus, baby

    Talvez na próxima, então

    Tenhamos uma solução

  • 00:12 Story Lyrics
    Em Memória de um Grande Amor

     

    Acredito, seja lá onde eu for,
    eu sinto quando mais sofro sem paz;
    é melhor ter perdido um grande amor
    do que nunca ter amado demais.

  • 01:28
    Quando a Canção Chega ao Fim

77-97-07-17

by Léo Lago

Released June, 2017
Released June, 2017
Old songs recreated, 100% organic, 100% acoustic.
NOTES
Celebrating the ten years of my first solo album and the twenty years of my old band, an album recreating songs from all my albums - at least one of each, including from my band Selvagens and the album in partnership with my brother. It also includes two unreleased songs, "Eu sou muitos", which opens the album, and "Ninfa tão bela, ninfa tão leve", which will come out in its original version on …
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À Exquisita Feira de Sons de Léo Lago

by Léo Lago

Released April, 2017
Released April, 2017
A new set of crazy songs. Come and join the exquisite shop of sounds!
  • 03:43 Lyrics
    Feira Antiga

    Nessa feira antiga
    Surgem as barracas
    Com velha catinga
    De mofo nas placas

     

    A pleno pulmão
    Berra lá um alguém:
    - "Hoje promoção!"
    - "Não tem!" - "Tem!" - "Não tem!".

     

    Produtor de pistas
    De prêmios comprados
    Diz: - "Os meus artistas
    São pasteurizados.

     

    Veja como pago
    Na hora o jabá!
    Que arte! E feito gago
    O rádio a tocar.

     

    Não tenho vendido
    Como antes vendia;
    A culpa tem sido
    Da pirataria!

     

    Já há cinquenta anos
    Sigo essa maneira:
    Mantenho meus planos
    Presos na coleira.

     

    Use, então descarte
    Esses perecíveis:
    Não existe mais arte,
    Mas bens consumíveis..."

     

    Alguém dita lei:
    - "Eis um novo rei!"
    - "Não é!" - "É!" - "Não sei!".

     

    Brada sem igual
    Uma executiva:
    - "A grande arte é qual
    Linha produtiva.

     

    Não me importa o novo,
    Mas sim um produto
    Que eu venda p'ro povo
    Embrulhado e enxuto."

     

    Uns, ditos artistas
    (Por troco comprados),
    Abaixam as cristas.
    Certos? Qual, errados!

     

    Longe dessa venda,
    Lá para quem pensa
    E não importa renda,
    Mas sim a arte densa;

     

    Lá, longe de tudo,
    Sem glória, nem fé,
    Com olhar agudo
    E sonhando, é

     

    Que canto sozinho
    Aquilo que trago
    Pelo meu caminho
    Bem ao léu do lago...

  • 02:12 Lyrics
    Olha o Meu Som Aí

    Olha o meu som aí
    Não custa escutar
    Quem sabe você vai gostar

     

    Olha o meu som aí
    Pra moça e pro rapaz
    Igual a esse ninguém faz

  • 02:33 Lyrics
    Diz Aí, Seu Moço

    Diz aí, seu moço
    Diz aí pra mim
    Diz aí, seu moço
    O que cê tem pra mim

     

    Diz aí, seu moço
    Diz aí, assim
    Diz aí, seu moço
    O que cê tem pra mim

     

    Eu não tô com sono
    Não (nem) quero dormir
    Eu não tô com sono
    Eu quero acordar
    Nessa manhã sem par

     

    Diz, diz
    E eu vou te seguir
    Diz, diz
    E eu vou partir
    Diz, diz
    E eu vou te seguir
    Diz, diz
    Tô pronto pra partir
    Nessa viagem

  • 02:56 Lyrics
    Eu Continuo Querendo (Alguma Coisa Nova)

    Eu continuo querendo alguma coisa nova
    'Cê só sabe se gosta depois que você prova
    Chega de saudade, eu quero novidade
    Chega de modismo, eu quero mais que isso

     

    Eu tô mirando o passado pra acertar o futuro
    Eu tô ficando insano para ver se me curo
    Eu tô sempre arriscando porque é mais seguro
    É melhor eu cair do que ficar em cima do muro

     

    Chuta o banquinho, quebra o violão
    Olhe para o céu, saia desse chão
    Aceite o diferente como a um irmão
    Grite pra que a arte nunca seja em vão
    Mude alguma coisa, bota sua mão
    Na massa
    Ou seu ouvido
    Na praça

  • 05:38 Lyrics
    Mais Que Tudo

    Eu quero mais
    Eu quero mais que isso
    Eu quero mais
    Eu quero mais que aquilo
    Eu quero mais
    Eu quero mais que tudo
    Mais que tudo

     

    Sai da minha frente que eu vou passar
    Eu sou o novo
    Eu sou o novo, de novo
    Eu sou o novo
    Eu sou o novo, meu povo

  • 03:49 Lyrics
    Só uma Canção

    Você que está ouvindo esta canção
    Não precisa dar muita atenção
    E se achar que está desafinada
    Pode até ser
    Mas tanto faz pra mim
    Pois eu fiz assim
    E se achar que está fora do tom
    Acertou!
    Não tenho tom
    Nem norte ou direção no meu som

     

    E não faz diferença
    Eu tenho a minha crença
    Minha mente em ebulição
    Uma louca confusão
    Uma garganta a desafinar
    Minha vontade de criar
    E afinal
    Ela é só uma canção
    Que vai se acabar

     

    Você que está me ouvindo cantar
    Se quiser, não precisa terminar
    Pode achar que eu até desafino
    Ou desafio
    E pra mim tanto faz
    Eu estou em paz
    E se achar que não tem harmonia
    Quem sabe?
    Tente procurar
    Talvez encontre no mundo ao redor

     

    E não faz diferença
    O que você pensa
    Eu pego o meu tempo
    Se não consigo, eu tento
    Uma vida sem arte enfim
    Não serve para mim
    E afinal
    Ela é só uma canção
    Que vai se acabar

     

    Você que está ouvindo isto
    Não precisa gostar, eu insisto
    Mas pelo seu tempo dispensado
    Obrigado!
    Se não gostou, então
    Esqueça essa canção
    E se achar os instrumentos estranhos
    Devem ser
    Eu sou quem eu sou
    Anti-músico, poeta, amante

     

    E não mais me importa
    O que vem pela porta
    Eu sigo minha vida
    Até a hora da partida
    Sabendo que eu fiz
    Aquilo que eu quis
    E no final
    Ela é só uma canção
    Que vai se acabar
    Como a vida
    Que vai se acabar

  • 07:11
    Bácono Balá (Conobuté Condetatu)
  • 02:01 Lyrics
    Sacundin Zen

    Quanto faz, tanto vem
    Hoje, aqui, depois e além
    Tanto o mal quanto o bem
    Sempre estão em todo alguém

     

    Vida vai, vida vem
    Gira a roda do zen
    Tempo vai, tempo vem
    Vai passar você também

  • 03:06
    Furious Bye On Bayou
  • 02:47 Lyrics
    Língua de Trapo, Veneno de Cobra

    Língua de trapo, veneno de cobra
    Falta caráter, amargura sobra
    Veneno de cobra, língua de trapo
    Lixo e vermes da boca de um sapo

     

    Mentiras e intrigas
    Procurando brigas
    Esqueça a paz
    Pra eles tanto faz
    Destila o veneno
    Me fazendo o mal
    Tento ser sereno
    Viro um animal

     

    Tenho que me afastar
    Tenho que me salvar
    O veneno vai me contaminar

  • 02:41
    Cachi Cali
  • 02:25 Lyrics
    Fuja Dele!

    Lá vem ele
    Com aquela cara de sempre
    Aquele jeito de sempre
    Aquele andar de sempre


    Lá vem ele
    Com aquela cara de sempre
    Aquele jeito de sempre
    Aquele andar de sempre
    Fuja!

     

    Fuja dele,
    Fuja!
    Fuja dele!
    Fuja!

    Lá vem ele de novo
    Com aquele olhar de sempre
    Aquela roupa de sempre
    Aquele papo de sempre
    Fuja dele!

     

    Lá vem ele de novo
    Com aquele olhar de sempre
    Aquela roupa de sempre
    Aquele papo de sempre
    Fuja dele!

     

    Fuja do óbvio!

     

    Lá vem ele outra vez
    Com aquele rosto de sempre
    Aquela moda de sempre
    Aquele som de sempre
    Lá vem ele!

     

    Fuja do óbvio! 

     

    E ele vem mais uma vez
    Com seu amigo
    Com seu amigo
    Com seu amigo clichê
    Fuja!

     

    Fuja dele,
    Fuja!
    Fuja do óbvio!

     

    O óbvio é óbvio
    O óbvio ulula

  • 02:31
    Bafucotino
  • 02:17 Lyrics
    Um Sapão Alon Gago

    Era uma vez um lago
    Onde morava um sapão
    O sapo era gago
    E se chamava Alon

     

    Um sapão Alon gago
    Um sapão Alon gago

     

    Era uma vez um mago
    Que tinha um dragão
    E o sapo era gago
    Por sua maldição

     

    Um sapão Alon gago
    Um sapão Alon gago

     

    Chegou uma donzela
    Tão pura e tão bela
    E beijando o bicho
    Quebrou o feitiço

     

    E o sapo então cantou:
    Que bom, que bom!
    Eu sou o sapo Alon
    Que bom, que bom!
    Eu não sou mais gago, não
    Que bom, que bom!
    Eu não sou príncipe, eu sei
    Eu sei, eu sei
    O meu pai nunca foi rei
    Não foi, não foi
    Eu sou um sapo-boi!

     

    Um sapão Alon gago
    Um sapão Alon gago

     

    A aspirante a princesa
    Pegou o tal sapão
    A barriga à milanesa
    E das coxas um sopão

     

    Um sapão Alon gago!

  • 01:08 Lyrics
    Eu Continuo Querendo (Reprise)

    Eu continuo querendo alguma coisa nova
    'Cê só sabe se gosta depois que você prova
    Chega de saudade, eu quero novidade
    Chega de modismo, eu quero mais que isso

     

    Eu tô mirando o passado pra acertar o futuro
    Eu tô ficando insano para ver se me curo
    Eu tô sempre arriscando porque é mais seguro
    É melhor eu cair do que ficar em cima do muro

     

    Chuta o banquinho, quebra o violão
    Olhe para o céu, saia desse chão
    Aceite o diferente como a um irmão
    Grite pra que a arte nunca seja em vão
    Mude alguma coisa, bota sua mão
    Na massa
    Ou seu ouvido
    Na praça

  • 09:46
    Independência ou Sorte
NOTES
Léo Lago: vocals, guitar, cajón, percussion etc etc etc
Special guest Leandro Lago, guitar on "Continuo querendo (reprise)"

Brudàlapox

by Léo Lago

Released October, 2016
Released October, 2016
An entirely instrumental album, with songs that connect itselves into a single big and psychedelic work.

Um álbum totalmente instrumental, com músicas que se encaixam em uma grande obra única e psicodélica.

Rock & Roll

by Léo Lago

Released November, 2015
Released November, 2015
Bizarre songs from the freaky side of life. Rock & Roll pays homage to this style of life in a mostly strange way. Be prepared.
  • 04:49 Lyrics
    Lúcifer

    Lúcifer inventou o rock and roll
    Pra levar a juventude pra longe do Senhor

     

    Lúcifer bate os cascos enquanto dança
    E chega onde o papo de pastor não alcança

     

    Cedo essa manhã, Satã bateu na porta
    Me chamou para dançar e nada mais importa

     

    Lúcifer inventou o rock and roll
    Pra levar a juventude pra longe do Senhor

     

    Lúcifer é o pai do rock, viu
    E todo mundo sabe, Little Richard é a mãe que pariu

     

  • 04:21 Lyrics
    Em Volta da Fogueira

    Um, dois, três, todos de uma vez
    quatro, cinco, seis, seis, seis,
    Sete, oito, nove, e se move
    dez, onze, doze horas para passar
    Então nós vamos festejar

     

    Ponha por cima seus trapos e me encontre na clareira
    Vamos bailar e girar em torno da fogueira

     

    Nós vamos festejar o novo começar
    Vamos festejar até o sol raiar
    Em torno da fogueira a queimar

     

    E quando for dois, três e quatro
    Vamos rolar como bichos pelo mato

     

    E quando tocar cinco, seis e sete
    Aproveite a vida não se repete

     

    E vai dar oito, nove, dez, onze também
    E com as roupas não vai sobrar ninguém

     

    E quando for doze é hora de preparar
    A 13ª que vai chegar

  • 03:03 Lyrics
    Minha Personalidade

    De novo e de novo
    Tento provar o meu gosto
    De novo e de novo
    E eu nunca me esgoto
    De novo e de novo
    Meus amigos dizem que sou louco
    Mas de novo e de novo e de novo
    E eu nunca acho pouco

     

    Porque eu sou coprofágico
    Mordo, coprofágico
    Como, coprofágico
    Saboreio, coprofágico
    Nhammmm, coprofágico
    Lambo, coprofágico
    E eu não consigo mais parar
    De novo e de novo vou mordiscar
    E pode ser excentricidade
    Mas de novo e de novo
    É a minha personalidade

     

    Porque eu sei que
    De novo e de novo
    Eu sei que você não gosta
    De novo e de novo
    Mas minha comida é uma bosta
    E de novo e de novo
    Ainda dizem que sou louco de pedra
    Mas de novo e de novo e de novo
    Eu sou um louco de merda

     

    Porque eu sou coprofágico
    Mordo, coprofágico
    Mastigo, coprofágico
    Chupo, coprofágico
    Nhammmm, coprofágico
    Lambuzo, coprofágico
    E eu não consigo mais parar
    De novo e de novo dizem que sou louco
    Mas tudo azul
    De novo e de novo
    Minha comida vem do cu

  • 03:07 Lyrics
    Daisy Cabrita

    Longe de todos, eu a fui encontrar
    Um pastor solitário era eu
    Ganhou meu amor e então foi se deitar
    Com cada bode velho que conheceu

     

    Ah, devia saber que ia dar errado
    Devia ter ficado com as galinhas ao lado
    Agora escute bem, eu dou a dica
    Fique longe da Daisy Cabrita

     

    Eu não esqueço seu gosto saboroso
    O toque de seu pelo macio e sedoso
    Então escute, pra que você não repita
    Fique longe da Daisy Cabrita

     

    Tentei um doutor procurar
    Quem sabe conseguir ajudar
    Vocês não sabem o que aconteceu
    Médico também a comeu

     

    Ela só quer
    ahn de quatro pé

     

    Longe de todos, eu a fui encontrar
    Um pastor solitário era eu
    Ganhou meu amor e então foi se deitar
    Com cada cabra que conheceu

     

    Na minha fazenda eu comia de tudo
    Agora sou eu o chifrudo
    Então não ache minha história esquisita
    Fique longe da Daisy Cabrita

  • 03:25 Lyrics
    Faz Parte do Jogo

    Muita lágrima vai rolar
    Mas faz parte do jogo
    E tudo que vamos passar
    Compensa essa dor

     

    Eu vou te amordaçar
    Com uma pancada te amarrar
    E bem devagar
    Eu vou te humilhar

     

    E bem alto eu vou te xingar
    Mas faz parte do jogo
    E não adianta chorar
    Quanto mais implorar

     

    Vou te cuspir e te acertar
    Te machucar e vou te marcar
    E nossos corações vão então voar

  • 02:29 Lyrics
    Filmes de Terror

    Ela é tão linda dos pés ao cabelo
    Mas mais parece um bloco de gelo
    Mas quem diria, dentro do cinema
    Finalmente, acabou o meu problema

     

    Minha garota gosta de filmes de terror

     

    No escuro do cinema ela se revela
    Quanto mais sangue jorra da tela
    Fica louca se uma cabeça é cortada
    E eu tenho a minha por ela apertada

     

    Minha garota gosta de filmes de terror

     

    Até mesmo um velho clássico em preto e branco
    Ela pula em mim e me pega no tranco
    Se tem um vampiro o sangue a chamar
    Ela aproveita pra também me sugar

     

    Minha garota gosta de filmes de terror

     

    Enquanto todos estão a gritar
    Ela grita de tão excitada que está
    Com ela não rola dentro de um quarto
    Tem que rolar uma cena de assassinato

     

    Minha garota gosta de filmes de terror

     

    Noite passada eu vi um filme estranho
    Todo mundo estava no banho
    Noite passada todos no chuveiro
    Não entendi o roteiro
    E então para aliviar
    Um trenzinho foram formar

  • 02:54 Lyrics
    Casa da Facilidade

    Tem uma cabaninha pra fora da cidade
    Todo mundo chama de casa da facilidade
    O bar tem cerveja gelada e vende refeição
    Pra matar fome hmmm é muito bom
    Mas não é só por isso que tenho vontade
    De voltar pra casa da facilidade

     

    Tem uma garotinha que trabalha lá
    Toda de couro preto, de arrasar
    Eu vou beber uma cerva, minha grana gastar
    Levar essa garota pra outro lugar
    E então é por isso que tenho vontade
    De voltar pra casa da facilidade

     

    Agora essa rainha está casada comigo
    E de noite ainda volta pra facilidade
    Mas me traz um dinheiro então eu não ligo
    O que importa é a nossa felicidade
    E eu ainda tenho vontade
    De ir passear na casa da facilidade

  • 02:30 Lyrics
    O Som da Tempestade

    Ouço a tempestade caindo lá fora
    Sua voz me acerta em trovão
    Quem me dera essa culpa fosse embora
    E silenciasse a acusação

     

    A única mulher que um dia eu amei
    Desperdiçou o meu amor em vão
    Mas mal sabia eu que o que eu lhe dei
    Acertaria meu próprio coração

     

    Chuva, eu não sei o que é justo ou não
    A tristeza que eu sinto é minha maior prisão
    O que cai do céu não me traz o seu perdão

     

    A única mulher que um dia eu amei
    Desperdiçou meu amor em vão
    Mas mal sabia eu que o que eu lhe dei
    Acertaria o meu próprio coração

     

    Chuva, molhe com suas gotas onde ela está
    E peça ao sol para depois esquentar
    Faça crescer flores já que eu não posso ir lá levar

     

    Ouço a tempestade caindo lá fora
    Sua voz me acerta em trovão
    Quem me dera a chuva fosse embora
    E silenciasse a acusação

     

    Ouço o som da tempestade

  • 04:32 Lyrics
    Mexe, Baby

    Vem comigo, baby
    Tá rolando muita coisa por aqui
    É, eu disse vem cá, baby, é
    Você vai gostar
    Não é mentira, tá rolando muita coisa aqui

     

    É, eu disse vem comigo, baby
    Quanto mais galinha no celeiro melhor
    Mas o galo é um só
    Vem, baby
    Pega o touro pelo chifre
    Não é mentira, tá rolando um agito legal

     

    É, mexe, baby, mexe
    Tá rolando muita coisa aqui

     

    É, eu disse vem comigo, baby
    Quanto mais galinha no celeiro melhor
    Que celeiro, qual celeiro, meu celeiro
    Mas o pinto é um só
    Vem, baby
    Pega o touro pelo chifre
    Não é mentira, tá rolando um agito legal

     

    Calma, agora
    Mexe, mexe, baby
    Tá rolando um agito legal
    Mexe mais um pouco para mim
    Devagar
    Você pode passar a perna para lá
    E você o braço pro lado de cá
    E não pare de mexer
    Ainda tem lugar para você se encaixar
    De quem é esse pé?
    Baby, baby, baby, mexe, mexe, mexe
    E vamos lá!
    Mexe, baby, mexe

     

  • 02:10 Lyrics
    Blá, Blá, Blá

    Leve o lixo lá para fora
    E lave essa louça agora
    Depois pegue esse esfregão
    E comece a limpar o chão
    Coloque a roupa pra lavar
    E o outro monte pode passar
    Você nem pense em sair
    Enquanto não limpar isso aqui
    O seu quarto está imundo
    E você é um vagabundo
    Jogue fora a comida que sobrou
    E não quero mais saber de rock and roll!

     

    Tira esse fones do ouvido
    Quando eu falo contigo
    Você não faz nada para ajudar
    Eu só faço te sustentar
    Não gosto da sua namorada
    Ela tem cara de safada
    Os seus amigos são escória
    Eu já cansei dessa história
    Cara feia pra mim é fome
    Sai da minha frente, some
    Ou eu te mostro quem eu sou
    E não quero mais saber de rock and roll!

  • 01:58 Lyrics
    Grandes Bolas em Chamas

    Você mexe comigo e agita legal
    E então para como se fosse normal
    Você não pode, nem sai de cima
    Pura que partiu, grandes bolas em chamas!

     

    Eu até achei engraçado no começo
    Mas agora pelo amor de Deus eu peço
    Tem que liberar, assim não dá
    Pura que partiu, grandes bolas em chamas!

     

    Me beija baby isso é bom
    E me abraça éééé
    Eu quero te amar como você quiser
    Como você... é

     

    Mordendo as unhas sempre num estalo
    E minha mão já cheio de calo
    Agora, baby, vai ter que dar
    Pura que partiu, grandes bolas em chamas!

  • 02:44 Lyrics
    Fugitiva

    Eu caminho sozinho e penso
    O que houve de errado com nosso amor
    Rodo a cidade de noite
    Por todo lugar onde você costumava estar
    E não consigo te encontrar
    Você não está
    Insisto e fico em frente sua casa
    Será que você resolveu se mudar?
    Eu não sei (runaway)
    Rondo tuas ruas, teus bares
    Miséria de vida
    Na chuva eu persigo tua sombra
    Enquanto ando e lembro nossos momentos
    Mas eu tenho pe-pe-perfeita
    Pa-pa-paciência
    Minha busca não desistirei
    Ainda te encontrarei
    E então, e então
    Nas ruas nuas da cidade
    Eu penso pe-pe-penso
    Po-po-por que você fugiu de mim
    Cê fu-fu-fu fugiu de mim

  • 03:02 Lyrics
    Sangue Na Televisão

    Eu me joguei no sofá e então liguei a minha TV
    Um apresentador mostrava a notícia da morte de um bebê
    O padrasto tacou ele na parede só pra ver quicar
    "É um absurdo, vocês vão ver as imagens que eu vou mostrar!"
    E fez suspense (então)
    E enrolou (então)
    Ele mudou pra externa (então, então)

     

    Então era sangue da parede ao chão
    Escorrendo em borbotão
    Pedaços de órgão
    Sangue na televisão
    Sangue na programação da televisão

     

    Veio o comercial e eu fui pegar um lanche na cozinha
    Quando eu voltei, mas vejam só, mas que surpresa a minha
    O apresentador ia mostrar um tiroteio na favela
    "Vocês vão ver a polícia sentando o dedo nesses bandidos zé ruela!"

     

    E ele disse (então)
    Bandido tem que morrer (então)
    Incitou a raiva do espectador (então, então)

     

    Então era tiro para todo lado
    Crânio espatifado
    Monte de corpo queimado
    Sangue na televisão
    Sangue para satisfação do povão

     

    Mas eu fiquei tão puto que até mudei o canal
    Mudou a cara, mas o programa ainda era igual
    Era o caso de uma mãe que matou os filhos e fez molho pra macarrão
    "Isso não é gente, isso é um monstro, isso é o próprio cão!"

     

    E fez que ia mostrar (então)
    E enrolou mais um pouco (então)
    Anunciou uma marca de extrato (então)
    As imagens foram chamadas (e então, e então)

     

    Então era sangue e loucura
    Gente gritando em fúria
    Enquanto o repórter procura
    Sangue pra televisão
    Sangue no almoço, de tarde e com a janta na mão

     

    Bandido pra vala
    Com as crianças na sala

  • 02:21 Lyrics
    Afrodite

    Ei, Afrodite! Oh, Afrodite!

     

    Afrodite, quero uma garota pros meus abraços
    Você me entende pois lutando com ardor
    Por dois olhos castanhos perdeu os braços
    Então realize meu desejo, por favor

     

    Afrodite, não sou nenhum Adônis, mas de resto
    Também não chego a ser feito um Hefesto
    E ela não precisa ser nenhuma Helena
    Contanto que resolva meu problema

     

    Afrodite, você que veio das bolas de Cronus
    Tenha pena das minhas quase a estourar
    Não custa nada me ajudar

     

    Afrodite, se me trouxer a minha bela
    Prometo não deixar nenhuma brecha
    Eu serei sempre como Eros para ela
    Pode até ver a ponta da minha flecha

     

    Afrodite, me ajude, já até perdi o sono
    Você que deu para metade do Olimpo
    Imagine como eu me sinto

     

    Afrodite, se me trouxer a minha bela
    Prometo não deixar nenhuma brecha
    Eu serei sempre como Eros para ela
    Pode até ver a ponta da minha flecha

     

    Afrodite, acredite
    Aplaque meu apetite

  • 02:31 Lyrics
    Machuque

    Aaaaaah
    Por favor
    Me machuque
    Me faça sofrer, peço a você
    Machuque bem fundo em mim
    Se o seu amor é real
    Me machuque, machuque de verdade
    Agora, agora, não pare
    Me quebre o coração

     

    Machuque, mais, eu quero muito mais
    Sim, meu amor, me machuque
    Porque é assim que eu gosto
    Vai, vai
    Me machuque, me machuque com vontade
    Como mais ninguém nunca me machucou
    Eu peço por favor
    Me machuque, machuque, mais

  • 05:07 Lyrics
    Meu Sinhô É Tão Bom

    Meu sinhô é tão bom
    Ele é tão doce
    Eu quero vê-lo
    Queria que ele estivesse aqui
    Eu quero estar com ele
    Nem sei como fazer
    Mas é só questão de tempo

     

    Meu sinhô é tão bom
    Quero conhecê-lo
    Mas leva tanto tempo
    Espero que não leve tanto
    Temos que ficar juntos
    Quanto mais cedo, mió
    Mal posso esperar, mal posso esperar
    Para estar em seus braços

     

    É um sinhô de fala doce
    Ele é tão doce
    Eu quero mostrá-lo
    Quero ir com ele
    Ele é a inveja de todo mundo
    E eu vou conhecê-lo
    Mesmo que leve pra sempre

     

    Meu sinhô é tão bom
    Quero conhecê-lo
    Mas não vai levar muito tempo
    Espero que não muito tempo
    Vamos ficar juntos
    Quanto mais cedo, mió
    Mal posso esperar, mal posso esperar
    Para estar em seus braços

     

    Se ele fosse meu pai
    E me pedisse pra deixar tudo
    Eu faria tudo por ele
    Qualquer coisa para que ele soubesse
    Que ele é tão bom
    Ele é tão doce
    Meu sinhô é tão bom

  • 04:46 Lyrics
    Eparrê, Babá

    Ba ba ba babalaô

     

    Eparrê, mamãe
    Eparrê, mamãe

  • 02:23 Lyrics
    Paulo e Paula

    Ei, Paula, com você me casarei
    Não me importa o que diga a lei
    Ei, Paula, é só você, disso eu sei
    Juntos nós crescemos e juntos podemos
    Paula, então um só nós seremos
    Meu amor, meu amor

     

    Ei, Paulo, o que nossos pais vão dizer
    Não me importa, eu quero você
    Ei, Paulo, pra sempre vamos ser
    Só você vai servir, mesmo que precise fugir
    Nosso amor vai tudo vencer
    Meu amor, meu amor

     

    Sabendo que viemos do mesmo lugar
    Não importa o que os outros vão pensar
    Filhos nós não poderemos ter
    Mas não importa, tenho você
    Meu amor, meu amor

     

    Eu sinto dentro de mim, eu sinto fora de mim
    Ei, Paula, ei, Paula
    Eu sou maluco, meu bem, por você, meu bem
    Ei, Paulo, ei, Paulo

  • 02:43 Lyrics
    Rostinho Bonito

    Olá, neném
    É, é o seu paizão falando, docinho
    Sabe o que eu quero fazer com você?
    Ah, neném, você sabe do que eu gosto...

     

    Rostinho bonito, chupando um pirulito
    Roupa colegial, queria um vendaval,
    Rabinho de cavalo, é disso que eu falo
    Jeitinho de falar, rebola para andar
    Faz o povo levantar
    Essa pele que tem é difícil de achar
    Você tem o gosto, o jeito, o cheiro
    Eu faço qualquer coisa, rasgo meu dinheiro
    Ah, neném, você sabe do que eu gosto...

     

    Ah, neném...
    Quando eu posso te encontrar?
    Qualquer lugar...
    Ah, neném, você sabe do que eu gosto...

     

    Sim, docinho
    Eu faço o que você quiser
    Não, não conte para os seus pais...
    Ah, neném, você sabe do que eu gosto...

  • 04:38 Lyrics
    Rattlesnake Roll

    Levanta logo, mulé, vai fazer o meu café
    Você não vê que os ômi já tão de pé

     

    Tu é trás e frente o capeta em forma de gente
    E é por isso que eu gosto de você, ô xenti

     

    Ratllesnake roll, rattlesnake roll
    Cascavel eu sou, rattlesnake roll
    Ratllesnake roll, rattlesnake roll
    Quando eu me for, nem ligo, seu dotô
    Ratllesnake roll, roll, roll
    Ain't got no way to save my soul

     

    Eu sou um gato caolho se fartando com bacalhau
    Se vejo bicho peludo eu acerto logo com pau

     

    Sou um sapo-boi vendo perereca em toco oco
    Quando eu como, demais pra mim é pouco

     

    Quando eu sorrio de raiva brilha um dente de ouro
    Se eu te pego, te esfolo, te arranco o couro

     

    Crocodilo ou jacaré, se me veem dá no pé
    Até mais, até logo, que sou da cascavé

NOTES
Rock & Roll is probably my weirdest album - and I'm used doing very weird albums. This work is a twisted homage to old classic rock compilations and each song mentions one or more songs, while the themes portrayed in the lyrics in Portuguese deal primarily of the strangest behaviors.

Rock & Roll é provavelmente meu álbum mais estranho - e eu estou acostumado a fazer álbuns bem estranhos. O trabalho é uma homenagem distorcida a antigas coletâneas …
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Reino em Minha Mente

by Léo Lago

Released January, 2014
Released January, 2014
From medieval songs to surf music, from ritualistic chants to basic rocks, from love songs to spoofs, everything have room in the kingdom of my mind.
  • 03:03 Lyrics
    Press Release

    Ei, ei, quem é você?
    Ei, ei, tem que dizer!

     

    Eu não sei explicar o que eu sou
    Eu não sei exemplificar o som que sou
    Eu não sei classificar o soul que sou
    Eu não sei, eu não sei, eu não sei

     

    Um produto na prateleira
    Rotulado com qualquer besteira

     

    Eu não sei dizer, o que quer dizer
    Eu não sei falar, qualé do blá-blá-blá

     

    Release
    Please release
    Release please
    Press release
    Please release
    Press release
    Don´t press on me
    Please release me

     

    De onde eu vim?
    Que é de mim?
    Como é assim?
    Quem dirá sim?

  • 00:48 Lyrics
    Há um Reino

    Há um reino
    Um reino em minha mente
    Onde eu reino
    Um reino em minha mente

  • 04:33
    Erare Oxum Babá
  • 02:33 Lyrics
    Pesado 13

    Num quarto solitário
    Na Rua do Rosário
    Com um 13 bem na porta
    Um turco lá morou

     

    Disse o seu patrício
    Que ele morreu no hospício
    E cheio de aflição
    Porque engoliu um tostão.

     

    O seu nome era Rachid,
    Abdula ou Farid
    Nascido na Turquia
    Criado na Bahia

     

    Ele era prestamista e vigarista
    Nunca perdeu de vista
    O bolso de ninguém
    Por causa de um vintém.

     

    Seu quarto todo escrito
    Com contas de somar
    E de multiplicar
    Não tinha dividir

     

    E por economia
    Pra não gastar seu sangue
    Com as pulgas já famintas
    Ficava sem dormir.

     

    Em uma carta escrita
    Deixava como herança
    Ao filho ainda criança
    As contas por cobrar

     

    Ele era precavido
    Pro caixão ser pequeno
    Morreu bem decidido
    De cócoras, encolhido.

     

    E o pesado 13
    Em uma sexta-feira
    Também num dia 13
    Faz hoje quase um ano

     

    Que teve o intestino
    Por choque fraturado
    Pois foi atropelado
    Por um aeroplano.

     

    Num dia em que um amigo
    Ao lhe pedir abrigo
    Ao ver aberta a porta
    Quase morreu de horror

     

    Pois viu por sobre a cama
    O terno de Farid
    E viu dependurado
    Abdula num cabide

  • 02:16 Lyrics
    Anteontem (Ovos Mexidos)

    Anteontem
    Acordei com vontade de comer ovos mexidos
    Só por causa de um sonho que eu tinha tido
    E um livro que de noite eu tinha lido

     

    Anteontem
    Compus essa canção que não merece ser lançada
    Nem tampouco ela será a mais gravada
    Pelo menos fui ao banheiro e dei uma aliviada

     

    Por que ela foi embora?
    Não sei, ela me deu o fora
    Que se dane, ela era feia e chata também
    Agora eu só penso no anteontem

     

    Anteontem
    O amor era um jogo tão fácil de se jogar
    Agora é só paciência por sozinho estar
    E ovos mexidos pois não sei cozinhar

     

    De repente
    Sou o dobro do homem que costumava ser
    É de tanto ovos mexidos cismar de comer
    E vinho, cachaça e cerveja beber

     

    Por que ela foi embora?
    Não sei, me deu fora
    Que se dane, ela era feia e chata também
    Agora eu só penso no anteontem

  • 02:22 Lyrics
    Cantiga

    Eu come home duro,
    fui beijar pelo obscuro
    a mia senhor.

    Come home aventurado,
    fui beijar pelo furado
    a mia senhor.

    Vedes que mui gran ventura:
    beijei pela fendedura
    a mia senhor!

    Vedes que moi grand'abaco:
    fui beijar polo buraco
    a mia senhor!

  • 02:50 Lyrics
    Moça Vestida de Seda

    Moça formosa
    Vestida de seda
    É tão fogosa

     

    O nosso beijo me deixa em chamas
    A sua beleza meu olho inflama
    Onde estiver eu vou te buscar
    Nada no mundo vai nos separar

     

    Baseado em que querem nos separar?

     

    Mas sozinhos no escuro
    Seu cheiro se espalha pelo ar
    E então eu lhe juro
    Pra onde for, eu vou te puxar

  • 03:05
    Le Surfuku
  • 04:02 Lyrics
    Sentindo o Balanço do Mar

    Estou tentando me equilibrar
    Sentindo o balanço do mar
    Parece que o mundo vai virar
    Sentindo o balanço do mar

     

    Sentindo o balanço do mar
    Sentindo o balanço do mar
    Sentindo o balanço do mar, yeah
    Sentindo o balanço do mar 

     

    Eu tenho que me segurar
    Para não me derrubar
    Enjoo, parece que vou vomitar
    Sentindo o balanço do mar

     

     

    O balanço, o balanço
    O balanço do mar
    Parece que tudo vai virar
    Sentindo o balanço do mar

     

     

    Em terra firme, na frente de um bar
    Mas sentindo o balanço do mar
    Eu vejo tudo a girar
    E mais um copo eu vou virar

  • 02:46 Lyrics
    Alguma Coisa Nova

    Eu quero alguma coisa nova,
    Alguma coisa nossa,
    Alguma coisa fora
    Dessa velha bossa
    Eu quero novidade
    Chega de saudade
    Alguma coisa nossa
    Pra me tirar da fossa
    Alguma coisa nova,
    Alguma coisa agora,
    Alguma coisa fora,
    Alguma coisa, ora!
    Alguma coisa nossa,
    Alguma coisa agora!

     

    Algo diferente
    Pra ligar a mente
    Vejo claramente
    Algo diferente
    Que ligue minha mente

     

    Eu consigo ver sem óculos
    Enxergo estrelas sem binóculos
    Não quero siglas, tampouco rótulos

  • 01:12 Lyrics
    Tão Linda Dormindo

    Você é tão linda
    E tão linda dormindo
    Eu queria escrever um poema
    Mas poema nenhum
    Seria tão lindo
    Quanto você
    É linda dormindo
    Então é inútil
    Basta dizer
    Que você é linda
    E tão linda dormindo

  • 03:45
    Red River Valley
  • 03:04 Lyrics
    Réquiem para um Cavalleiro do Lago

    Dobrem os sinos, rufem os tambores,
    Soem as trombetas e me sigam, senhores
    Que anunciem aos ventos a dor que eu trago
    Pois partiu desta vida um Cavalleiro do Lago

    Salve o cavaleiro

     

    Flores, hortelã, salsa e alecrim
    E a vida, ilusão, encontra o seu fim

     

    Que dobrem os sinos, que rufem os tambores,
    Que soem as trombetas e anunciem as dores
    Pois o Cavalleiro que agora se vai
    É aquele a quem eu chamo meu pai

     

    Fecha os olhos pela eternidade e descansa
    Passa tão rápido como a noite de uma criança

  • 03:56 Lyrics
    Asas de um Morcego

    Se eu tivesse as asas de um morcego
    Se eu tivesse as asas de um morcego
    Eu voaria, me esconderia
    Na escuridão, na solidão
    E ninguém me veria mais não
    E ninguém me veria mais não

     

    Se eu tivesse onde me esconder
    Uma caverna pra mais ninguém me ver
    Eu passaria meus dias a chorar
    Todas minhas lágrimas derramar
    E ninguém poderia consolar
    E ninguém poderia consolar

     

    Quero beber seu sangue, morder sua carne
    Estar sozinho no final da tarde
    Quero estar doente, matar você
    E chorar sozinho ao amanhecer

  • 03:06 Lyrics
    Tudo Vai Dar Certo

    Existem noites tão escuras
    Que parece que não vai ter mais manhã
    Existem manhãs tão chuvosas
    Que parece que não vai ter mais sol
    Existem dias tão longos
    Que parece que a noite nunca vai chegar

     

    Mas se eu te tenho por perto
    Eu sei que tudo vai dar certo

     

    Tudo sempre dá certo
    Se eu te tenho por perto
    Nada pode dar errado
    Se eu te tenho ao meu lado

     

    Não se preocupe, meu bem
    Tudo vai ficar bem

     

    Tudo sempre dá certo
    Se eu te tenho por perto
    Nada pode dar errado
    Se eu te tenho ao meu lado

     

    Se eu tivesse esse poder
    Eu faria com que todo mundo
    Encontrasse uma mulher como você
    Faria com que todo mundo
    Fosse um apaixonado
    E tivesse uma mulher como você
    Ao seu lado

     

    Eu não acredito em urucubaca
    Eu não acredito em mau-olhado
    Eu acredito no amor
    Se eu te tenho ao meu lado

     

    Tudo sempre dá certo
    Se eu te tenho por perto
    Nada pode dar errado
    Se eu te tenho ao meu lado

     

    O que pode dar errado
    Se eu tenho alguém como você ao meu lado?
    Tudo sempre dá certo
    Tudo vai dar certo

  • 02:35 Lyrics
    Pequena Prece (Quem Sabe Deus)

    Queria dizer uma pequena prece
    E ter a fé que eu não tenho mais
    Queria que você soubesse
    Que sem você eu não tenho paz

     

    Quem me dera poder mudar
    Em algo além, bem além do ar
    E ter a perfeição dos olhos teus
    Quem sabe Deus

     

    Se nele enfim eu pudesse crer
    Assim como eu creio em você
    Mas sei que já não sou tão puro
    Com tantos passos dados no escuro

     

    Quem me dera recuperar
    Uma mensagem jogada ao mar
    Manter a perfeição aos olhos teus
    Quem sabe Deus

  • 01:00
    Nada Pode Dar Errado
  • 04:17
    O Único Rapaz Vivo no Rio
NOTES
Reino Em Minha Mente (Reign on my mind) contains songs recorded between 2007 and 2013, giving an overview of my work, putting together new songs with some others that were released as single before.

1) "Press release": it was recorded in 2007, during the sessions of my first solo album, Venturas e desventuras do engenhoso Cavalleiro do Lago. It was not included on it because didn't fit the concept of the album. Released as a single in October of …
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A Very Freaky Christmas And a Crazy New Year

by Léo Lago

Released December, 2011
Released December, 2011
This isn't just another Christmas album. This is the weirdest Christmas album ever released.
NOTES
This album includes four songs in Portuguese from the EP "Feliz Natal e próspero ano novo... são os votos de Léo Lago", released in 2007. Strange versions of Christmas standards and a bizarre suite complete the album.

Review by Keshcology:
A fabulous oddity

Nicely silly genre-hopping album with some cool vocal work and very neat production trickery. The version of 'Silent Night', with what sounds like a pitched street battle behind, was particularly …
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Mais um pouco

by Léo Lago

Released June, 2010
Released June, 2010
The album title stands for "a little more." And that's what this album is: a little more of unpredictable sounds from the mind of Léo Lago, a collection of seemingly disparate songs, but having in common his touch where everything is permitted.
  • 02:08 Lyrics
    Tudo e mais um pouco

    Você é tudo e mais um pouco
    Você é tudo e mais um pouco pra mim

     

    Eu te amo todo dia
    E cada dia mais um pouco
    Sem você eu fico louco
    Eu te amo todo dia
    Cada dia mais um pouco, enfim

     

    Então não vá, fique
    Fique mais um pouco aqui

     

    Então não vá, fique
    Fique para sempre aqui

  • 03:34 Lyrics
    Semente sua mente

    O que
    Eu quero
    Não espero
    Me esmero
    E luto
    Pra tudo
    Mudar

     

    Quem espera
    À vera
    Não alcança
    Se cansa
    E dança
    Esperança
    Não há

     

    Sigo
    O que digo
    E consigo
    Não ligo
    O perigo
    É nunca
    Tentar

     

    Tente
    Minha gente
    Não se
    apoquente
    Enfrente
    O que em frente
    Está

     

    Cante
    A semente
    E plante 
    A sua mente
    O futuro
    É o muro
    Pular 

     

    Cante
    Sua mente
    E plante
    A semente
    O futuro
    É o muro
    Pular 

  • 06:27 Lyrics
    Mãe, mãe, mãe

    Mãe
    Acende o fogo e esquenta a sopa
    Que eu tô chegando
    Eu tô chegando meio torto
    Mas eu tô chegando
    Me faz a cama e me troca a roupa
    Que eu tô chegando
    Eu tô chegando meio morto
    Mas eu tô chegando
    Vivo, mãe

     

    Mãe
    Quando eu saí, você me disse: "juízo"
    E você sabe, mãe, tudo que eu preciso
    Está tudo certo, mãe, tudo certo pra você
    Está tudo certo, mãe, do jeito que você fizer

     

    Mãe
    Estive perdido pela madrugada
    Não me pergunte, não lembro nada

     

    Não
    A minha mãe já não me quer em sua casa
    Ela me pisa, me humilha e me arrasa
    Não está certo, mãe, não quero mais sofrer
    Eu estou indo, mãe, pra longe de você

     

    Perdido no mundo
    Eu não descanço um segundo

     

    Mãe
    Recebe o filho e abre o mar
    Que eu tô chegando
    Eu tô chegando meio triste
    Mas eu tô chegando
    Prepara o reino pra eu chegar
    E eu tô chegando
    Cansado de tudo que existe
    Mas eu tô chegando
    Oh, minha mãe

     

    Mãe
    Recebe o filho e abre a porta
    Da casa do meu pai
    Eu tô chegando finalmente
    Eu tô chegando
    Perdoa, mãe, minha vida torta
    Oh, mãe, perdoai
    Limpa meu coração e mente
    Eu tô chegando
    Rindo, mãe
    Livre, mãe

     

    Rogai por mim, oh, minha mãe
    Rogai por mim

  • 04:05 Lyrics
    O relógio / Tento um verso

    Tic-tac-tic-tac
    Telefone que não toca
    Tic-tac-tic-tac
    Essa noite me sufoca

     

    Eu não olho pro relógio
    O relógio olha pra mim
    Meu amor, por que insiste
    Em me fazer chorar assim?

     

    Tic-tac-tic-tac
    O meu peito está apertado
    Tic-tac-tic-tac
    Coração está cansado

     

    Eu não olho pro relógio
    O relógio olha pra mim
    Meu amor, por que insiste
    Em me fazer chorar assim?

     

    Tic-tac-tic-tac
    Pra você eu não existo
    Tic-tac-tic-tac
    Os erros são só por isso

     

    Eu não olho pro relógio
    O relógio olha pra mim
    Meu amor, por que insiste
    Em me fazer chorar assim?

     

    Noite soturna
    De insônia e choro
    Relembrando a dor diurna

     

    Ouço o relógio
    Que soa e para;
    A meia-noite
    Me declara:

     

    - Chora, menina
    Sinta o frio
    Seu quarto agora
    Está vazio

     

    Pegue a caneta
    E tente um verso
    Pego a caneta
    E tento um verso

     

    Tic-tac-tic-tac
    Quero me perder no tempo
    Tic-tac-tic-tac
    E sumir neste momento!

     

    Tic-tac... tic... tac.

  • 03:49 Lyrics
    Deidade

    Sei que não sou digno de tua pureza
    Mas tu mantens para sempre acesa
    A chama que queima em meu coração
    E minha existência não é em vão

     

    E esse coração que é tão errado
    Só é perfeito quando ao teu lado
    Se me deixares, eu chorarei um rio
    E para mim só restará o vazio

     

    O nosso amor tem séculos de idade
    Deidade, deidade, minha deidade

     

    Tem algo em seu sorriso que me faz querer
    Viver
    Tem algo em seus olhos que me faz crer
    Em você

  • 01:58 Lyrics
    April may June come

    April may June come
    My goddess, my woman
    My lover

  • 02:57 Lyrics
    Arraiá

    Todo mundo espera o apocalipse
    Apenas limite-se
    A sentar e esperar
    A vida passa e segundo após segundo
    Perco a fé que um dia o mundo
    Poderá vir a mudar
    Nem socialismo, ignorância ou misticismo
    Vão me salvar desse abismo
    Que só faz se aprofundar
    Há duas classes
    Quem impera e quem se ferra
    Nesse meu planeta Terra
    Ai de quem quiser pensar

     

    Vou queimar o meu sofá
    Quebrar o televisor
    E tentar ressuscitar
    Aquele sonho que um dia
    Alguém sonhou
    Vou voar por todo céu
    E fugir da escuridão
    Vou comer sarapatel
    E tomar quentão
    Em noite de São João

  • 03:08 Lyrics
    Em meio ao universo

    Palavras são como sopros em uma flauta
    São sons que vêm e passam e se perdem
    Em meio ao universo

     

    Canções de dores, amores, alegrias que marcam
    Passam nossa mente, atravessam e saem
    Em meio ao universo

     

    Nada vai mudar meu jeito
    Em meio ao universo

     

    Lembranças são como imagens num espelho quebrado
    Pedaços que se perdem e se encontram
    Em meio ao universo

     

    Ondas de alegria, mares de tristeza
    Vão e vêm e voltam e se escondem
    Em meio ao universo

     

    Nada vai mudar meu jeito
    Em meio ao universo

     

    Sentimentos são como pássaros em uma gaiola
    Vivem presos esperando voar
    Em meio ao universo

     

    Momentos passam e são desperdiçados
    Enquanto podiam mostrar tanta coisa
    Em meio ao universo

     

    Nada vai mudar meu jeito
    Em meio ao universo

  • 02:08
    Ode Z
  • 03:06 Lyrics
    Nas ruínas da vida

    Há uma época em que ficamos sós
    A pior época de nossa vidas
    Precisamos de ajuda, ninguém vem a nós
    A hora em que começa a ferida

     

    Não me reconheço mais
    Meus atos mudaram
    Deixei minha vida pra trás
    Meus dias passaram

     

    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te espera na esquina
    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te pega na esquina

     

    O que eu fiz de mim, meu Deus?
    A cada curva escolhi mal
    Errei cada passo e caminhos meus
    E cada erro foi fatal

     

    Me enganei com amigos
    Flertei com meus erros
    Quem são meus inimigos?
    Não tenho sossego

     

    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te espera na esquina
    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te pega na esquina

     

    Eu amei, amei, amei
    Mas não foi como eu quis
    E errei, errei, errei
    Minha ruína eu fiz

     

    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te espera na esquina
    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te pega na esquina

     

    Se não morrer sei que a ruína passa
    Mas as memórias ficam
    As ruínas me deixarão suas marcas
    Em sua aberta ferida

     

    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te espera na esquina
    Hoje eu me acabo
    Nas ruínas da vida
    É como o diabo
    Te pega na esquina

  • 10:13
    Um pouco mais de som
NOTES
This album is actually a patchwork. These are songs that I recorded over four years, from 2007 to 2010. My first idea was to release an EP at the end of 2009 with some songs I had recorded during (“Tudo e mais um pouco”) and after (“Semente sua mente”, “Mãe, mãe, mãe”, “Arraiá”, “Em meio ao universo”, “Nas ruínas da vida”) my second album. This EP would be called Mais um pouco, but the …
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Deus e o Diabo no Reino do Lago

by Léo Lago

Released June, 2009
Released June, 2009
God and the devil, good and evil, life and death, mythology, the eternal duality of the human soul, all this in songs ranging from rock to experimental.
  • 02:21 Lyrics
    Prólogo (Prometeu acorrentado)

    - Eis-nos chegados aos confins da terra.
    Vamos, Hefesto! Passa-lhe os elos pelas mãos!
    Prende-os ao rochedo por fortes marretadas!
    Bate ainda mais! Aperta! De tal sorte que ele
    sinta, embora engenhoso, que é inferior a Zeus.
    Prende agora com toda a força este
    gancho de aço, atravessando-lhe o peito.
    Prende agora os pés por meio destes cravos.

     

    -Vê! Que horrendo espetáculo! Ai de ti,
    Prometeu! Como me penaliza tua desgraça!

     

    -Ai de mim!

     

    -Ai de ti, Prometeu!

     

    -Qual foi teu crime, Prometeu?

     

    -Graças a mim, os homens não mais desejam a morte.
    Dei-lhes uma esperança infinita no futuro.
    Consegui que eles participassem do fogo celeste
    e desse mestre aprenderão muitas ciências e artes.

     

    -Rouba-lhes as honras divinas para dá-las a seres
    que não viverão mais que um dia! Poderão,
    por acaso, os mortais, minorar teu suplício?

  • 03:17 Lyrics
    Prometeu

    Prometeu, Prometeu
    Que crime ´cê cometeu?

     

    A humanidade vivia na escuridão
    Prometeu trouxe o fogo, mostrou o que é bom
    Mas por esse crime ele há de pagar
    Para sempre um abutre o fígado a devorar

     

    Foi preciso um Hércules pra libertar
    Prometeu de sua prisão na beira do mar
    Mas será lembrado eternamente
    No peito de todo aquele que sente

     

    Traga-me a luz, traga o saber
    Traga o que anseio desde o nascer

     

    Ainda existe quem prefira a escuridão
    Da ignorância, ao invés do que é seu
    O fogo do conhecimento que nos trouxe Prometeu

  • 01:50 Lyrics
    Venham, venham

    Eu tenho o bem
    Eu tenho o mal
    Eu sou o bem
    Eu sou o mal

     

    O mundo é bom
    O mundo é mau
    Eu sou um santo
    Sou pecador

     

    Eu sou eu
    Eu sou meu
    Eu sou todos
    Eu sou Deus

     

    Eu sou eu
    Eu sou meu
    Eu sou todos
    Eu sou o diabo

     

    Então venham, venham
    Venham Deus e o diabo
    Então venham, venham
    Sejam bem-vindos
    Deus e o diabo no Reino do Lago

  • 02:42 Lyrics
    Ei, Deus (Ei, Diabo)

    Ei, Deus, eu estou cansado
    Eu sou sempre um desgraçado
    Todos me chamam de safado
    Só porque eu sou o diabo
    Tudo que dá errado
    Eu sou sempre o culpado
    É guerra, crime e pecado
    Eu sou sempre o condenado

     

    Ei, diabo, pense em mim
    Tudo sempre é ruim
    Eles vivem a rezar
    Para tudo melhorar
    É sempre pelo amor de Deus,
    vai com Deus, se Deus quiser
    Podiam se virar sozinhos
    E largarem do meu pé

     

    Ei, Deus
    Eles erram, matam, pecam,
    sempre saindo da linha
    E acham que a culpa
    é sempre toda minha

     

    Ei, diabo
    Eles erram, matam, pecam
    e 'tão sempre a reclamar
    E depois querem parar
    para rezar

     

    Ei, Deus, fui eu, não
    Quem inventou a desunião
    Ei, diabo, fui eu, não
    Eu disse vivam como irmãos

     

    Ei, Deus, quando eles erram
    Não sou eu a possuir
    Por que será que é tão difícil
    O seu erro assumir?

     

    Ei, diabo, eles vivem
    Sempre a me renegar
    E dizem que em mim
    Não vão mais acreditar

     

    Ei, Deus
    Eles erram, matam, pecam, sempre saindo da linha
    E acham que a culpa é sempre toda minha

     

    Ei, diabo
    Eles erram, matam, pecam e tão sempre a reclamar
    E depois querem parar para rezar

     

    (que queres tu, meu pobre diabo?)

  • 07:29 Lyrics
    Súplica dos Justos

    Livra-me dos homens maus
    (Livra-me, Senhor)
    Guarda-me dos que maquinam maldades
    (Guarda-me, Senhor)
    No coração, projetando guerras
    (Livra-me, Senhor)

     

    Aguçaram a língua como serpentes
    Peçonha de áspides debaixo de seus lábios
    Armaram-me laços e cordas
    Puseram-me armadilhas

     

    Senhor, meu libertador
    Cobriste a minha cabeça no dia da batalha

     

    Não levantem a cabeça os que me cercam
    Cubra-os a maldade dos seus lábios
    Caiam-lhes as brasas vivas
    Lançados em covas profundas
    Para que não se tornem a levantar!

     

    Senhor, meu libertador
    Cobriste a minha cabeça no dia da batalha

     

    Dá ouvidos, ó Senhor, à voz das minhas súplicas

  • 01:14 Lyrics
    Oração da Criança

    Querido Deus,
    gosto muito de você.
    Gosto do papai, da mamãe,
    dos meus irmãos
    e de todos os meus amigos.
    Deus, obrigado pelos brinquedos,
    pela escola, pelas flores,
    pelos bichinhos e por todas as coisas
    boas e bonitas que você fez.
    Quero que todas as crianças
    conheçam e gostem de você.
    Obrigado, Deus,
    porque você é muito bom.

  • 03:28
    Vacundê
  • 03:51 Lyrics
    Hino a Pã

    Eu estremeço em êxtase;
    Plano nas asas da alegria súbita!
    Oh Pã, oh Pã, aparece-nos, pirata do mar,
    Do abismo de pedra de Cilene batida pela neve.
    Rei, criador da dança para os deuses, vem,
    A fim de que juntando-te a nós possas fixar nos
    Passos de Nísia e Cnósia, as tuas danças
    Que aprendeste sozinho. Agora eu quero dançar.
    E possa Apolo, senhor de Delos, caminhar
    Sobre o Mar Ícaro e juntar-se a mim sob a sua forma
    Divina, em benevolência eterna.

     


    Vibra do cio sutil da luz,
    Meu homem e afã
    Vem turbulento da noite a flux
    De Pã! Iô Pã!
    Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além
    Vem da Sicília e da Arcádia vem!
    Vem como Baco, com fauno e fera
    E ninfa e sátiro à tua beira,
    Num asno lácteo, do mar sem fim,
    A mim, a mim!
    Vem com Apolo, nupcial na brisa
    (Pegureira e pitonisa),
    Vem com Artêmis, leve e estranha,
    E a coxa branca, Deus lindo, banha
    Ao luar do bosque, em marmóreo monte,
    Manhã malhada da âmbrea fonte!
    Mergulha o roxo da prece ardente
    No ádito rubro, no laço quente,
    A alma que aterra em olhos de azul
    O ver errar teu capricho exul
    No bosque enredo, nos nás que espalma
    A árvore viva que é espírito e alma
    E corpo e mente - do mar sem fim
    (Iô Pã! Iô Pã!),
    Diabo ou deus, vem a mim, a mim!
    Meu homem e afã!
    Vem com trombeta estridente e fina
    Pela colina!
    Vem com tambor a rufar à beira
    Da primavera!
    Com flautas e avenas vem sem conto!
    Não estou eu pronto?
    Eu, que espero e me estorço e luto
    Com ar sem ramos onde não nutro
    Meu corpo, lasso do abraço em vão,
    Áspide aguda, forte leão -
    Vem, está vazia
    Minha carne, fria
    Do cio sozinho da demonia.
    À espada corta o que ata e dói,
    Ó Tudo-Cria, Tudo-Destrói!
    Dá-me o sinal do Olho Aberto,
    E da coxa áspera o Toque ereto,
    E a palavra do louco e do secreto
    Ó Pã! Iô Pã!
    Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã Pã! Pã.
    Sou homem e afã:
    Faze o teu querer sem vontade vã,
    Deus grande! Meu Pã!
    Iô Pã! Iô Pã! Despertei na dobra
    Do aperto da cobra.
    A águia rasga com garra e fauce;
    Os deuses vão-se;
    As feras vêm. Iô Pã! A matado,
    Vou no corno levado
    Do Unicornado.
    Sou Pã! Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!
    Sou teu, teu homem e teu afã,
    Cabra das tuas, ouro, deus, clara
    Carne em teu osso, flor na tua vara.
    Com patas de aço os rochedos roço
    De solstício severo a equinócio.
    E raivo, e rasgo, e roussando fremo,
    Sempiterno, mundo sem termo,
    Homem, homúnculo, ménade, afã,
    Na força de Pã.
    Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!

  • 03:28 Lyrics
    Portador da luz

    Portador da luz
    Quem és tu?

     

    Portador da luz
    Bebeste o sangue de Jesus?
    Foste tu que o pregaste na cruz?
    És o verso da moeda que tem
    Do outro lado a face do bem?
    És tu um rebelde caído
    Ou para este papel foste escolhido?
    És quem tenta a humanidade,
    Orgulhoso e cheio de vaidade,
    Ou amas os mortais sem maldade?
    Ofereceste o fruto por malícia
    Ou nos deste liberdade vitalícia?

     

    Portador da luz
    Qual é tua luz?

  • 02:00 Lyrics
    A questão da maçã

    Qual seria a sua escolha?
    O que você preferiria?
    Viver no paraíso de olhos fechados
    ou ver a luz,
    mesmo arriscando que essa luz
    seja forte demais para os seus olhos?
    O que você preferiria?
    Qual seria a sua escolha?
    Comer do fruto da árvore da vida,
    queimar-se no fogo do conhecimento,
    possuir a luz da sabedoria,
    ou viver para sempre no
    paraíso da ignorância?
    Não saber é não sofrer
    A escolha é de cada um
    A escolha é sua
    Qual é a sua escolha?

  • 04:20 Lyrics
    Cantiga profana

    Quero beber do vinho do desconhecido
    Quero provar do fruto que foi proibido
    Deus não escreve livros mas sim a mão do homem
    Já faz tempo não acredito em bicho-papão nem lobisomem

     

    Quero dançar entre xamãs e pajés
    Quero saudar deus Baco - evoé!
    Fazer uma orgia e comungar com a deusa da terra
    Sentir a mãe natureza e descobrir uma nova era

     

    Quero dançar ao som do festim de Pã
    Quero ficar face a face com Satã
    Quero discutir filosofia com anjos, arcanjos e serafins
    Quero entender o que vem do começo e qual é enfim o seu fim

     

    Quero rasgar o antigo e negro véu
    Quero rodar em transe sob o léu
    Quanto conhecimento enterrado sob um lixo de superstição
    Pensam que tudo que não é santo com certeza é do cão

     

    Quero beber da água da fonte da vida
    Quero enfiar meu dedo bem na ferida
    Quero beber seu sangue e comer sua carne numa transmutação
    Quero com o universo inteiro fazer a grande comunhão

     

    Quero sentir o real poder de Deus
    Pois ele vê o mundo pelos olhos meus
    O satanista e o crente são duas faces de uma mesma moeda
    O mal não larga do bem, e o bem do mal não arreda

     

    Quero saber do universo, a verdade
    Quero dar adeus a toda insanidade
    Quero esquecer os monstros das fogueiras, as velhas quimeras
    Quero andar junto aos meus irmãos, filhos dessa terra

     

     

  • 02:25 Lyrics
    Pompará Promê

    Prometeu desceu à terra
    Trazendo o fogo na mão
    Vem de lá o tal de Zeus
    Prometeu foi pra prisão

     

    Prometeu, Prometeu
    Que crime 'cê cometeu?

  • 01:16 Lyrics
    Queda de Zeus

    Caíste, Zeus
    Não como um raio
    Mas como um fruto
    Que apodrece no galho

     

    Teu orgulho, ó Zeus
    Teu poder, teus raios
    São explicados
    Pela humana razão

     

    Foste esquecido
    Já não és nada
    Se ninguém acredita
    Em tua majestade

     

    E em silêncio,
    Foste esquecido
    Entre a poeira
    Dos tempos perdido

     

    Caíste, Zeus
    Vencido

  • 03:19 Lyrics
    Canto de Prometeu

    Encobre, ó Zeus
    Teu céu com tuas nuvens
    E como um garoto
    Colhendo cardos
    Pratica tuas artes
    Em carvalhos e cumes
    Mas tem que deixar-me
    Essa terra que é minha
    E a minha cabana
    Que não construíste
    E essa minha forja
    Cujo fogo ardente
    Tu me invejas

     

    Nada mais pobre eu conheci
    Sob o sol do que vós, deuses!
    Mal conseguis se alimentar
    com tributos de oferendas
    E sopros de preces
    E morreríeis de fome
    com toda vossa majestade
    Se não fossem as crianças
    E os mendigos pobres loucos
    cheios de esperança

     

    Quando eu era criança
    E nada conhecia
    Ao sol se erguiam
    Meus sentidos olhos
    Como se lá houvesse
    Um ouvido a escutar
    Meus tristes lamentos
    E um coração como o meu
    Que fosse consolar
    Toda minha angústia

     

    Quem me ajudou
    Contra todos os Titãs?
    Quem me resgatou
    Da escravidão?
    Não foi meu ardente
    coração sem ajuda?
    E enganado, jovem e bom,
    Por sua salvação queimou
    Agradecido àquele que
    dorme lá em cima?

     

    Eu, prestar-te homenagem?
    Mas pelo quê?
    Alguma vez aliviaste
    A angústia dos oprimidos?
    Alguma vez secaste
    Lágrimas dos infelizes?

     

    Não foi o Tempo
    onipotente
    Que forjou em mim
    a humanidade
    E o Destino eterno
    Meu mestre
    E teu também?

     

    Pensaste talvez
    Que eu fosse odiar
    Esta minha vida
    Fugir aos desertos
    Porque não deram frutos
    Todos meus sonhos?
    Pois aqui estou eu
    Formando homens
    À minha imagem
    Raça como a minha:
    Para chorar e sofrer
    Para sorrir e gozar
    E que te não respeite
    Assim como eu
    Nunca respeitei!

  • 01:11
    Dual
  • 04:37 Lyrics
    Gettin' older ev'ry day

    We´re gettin´ older ev´ryday
    We´re gettin´ older ev´ryday

     

    Quanto tempo ainda tenho?
    Quanto tempo ainda terei?
    Quanto tempo ainda tenho?
    Isso eu nunca saberei
    Pois quando tempo eu não tiver mais
    Então será tarde demais
    Tarde demais para saber

     

    Memento mori
    Tempus fugit

     

    vulnerant omnes,
    ultima necat

     

    Vita brevis breviter
    in brevi finietur,
    Mors venit velociter
    que neminem veretur

  • 08:49 Lyrics
    Pandora/Roda dos séculos


    - Tu sempre dirás que queres viver!

     

    Caiu do ar? destacou-se da terra? não sei; sei que um vulto imenso, uma figura de mulher me apareceu então, fitando-me uns olhos rutilantes como o sol. Vastidão das formas selváticas, tudo escapava à compreensão do olhar humano. Os contornos perdiam-se no ambiente, e o que parecia espesso era diáfano.

     

    - Quem és tu?

     

    - Chama-me Natureza ou Pandora, pois levo na minha bolsa os bens e os males,
    e o maior de todos, a esperança, consolação dos homens.
    Sou tua mãe e tua inimiga
    Não sou somente a vida; sou também a morte
    Grande lascivo, espera-te a voluptuosidade do nada

     

    - Dê-me mais alguns anos... Meses... Dias... Instantes...

     

    - Para que queres tu mais alguns instantes de vida?
    Para devorar e seres devorado depois?
    Não estás farto do espetáculo e da luta?
    Conheces tudo o que eu te dei menos torpe ou menos aflitivo:
    o alvor do dia. a melancolia da tarde,
    a quietação da noite, os aspectos da Terra,
    o sono, enfim, o maior benefício das minhas mãos.
    Que mais queres tu, sublime idiota?

     

    - Viver somente, não te peço mais nada.
    Quem me pôs no coração este amor da vida, senão tu?
    E, se eu amo a vida, por que te hás de golpear a ti mesma, matando-me?

     

    - Porque já não preciso de ti.

     

    Não importa ao tempo
    o minuto que passa,
    mas o minuto que vem.
    O minuto que vem é forte,
    pois supõe trazer em si
    a eternidade,
    mas traz a morte,
    e perece como o outro,
    mas o tempo subsiste,
    mas o tempo subsiste.

     

    Vejas, então, a redução de todos os séculos!

     

    O desfilar de todos os séculos
    as raças todas,
    todas as paixões,
    o tumulto dos impérios,
    a guerra dos apetites e dos ódios,
    a destruição recíproca dos seres e das coisas.
    a condensação viva de todos os tempos.
    Os séculos desfilam num turbilhão
    flagelos e delícias,
    desde a glória até a miséria,
    e o amor multiplicando a miséria,
    e a miséria agravando a debilidade.
    a cobiça que devora,
    a cólera que inflama,
    a inveja que baba,
    e a enxada e a pena, úmidas de suor,
    e a ambição, a fome, a vaidade,
    a melancolia, a riqueza, o amor,
    e todos agitam o homem, como um chocalho,
    até destruí-lo, como um farrapo.
    formas várias de um mal,
    que ora mordia a víscera,
    ora mordia o pensamento,
    e passeava eternamente as suas vestes de arlequim,
    em derredor da espécie humana.

     

    A dor cedia alguma vez,
    mas cedia a indiferença,
    que era um sono sem sonhos,
    ou ao prazer,
    que era uma dor bastarda.

     

    Então o homem, flagelado e rebelde,
    corria diante da fatalidade das coisas,
    atrás de uma figura nebulosa e esquiva,
    feita de retalhos,
    um retalho de impalpável,
    outro de improvável,
    outro de invisível,
    cosidos todos a ponto precário,
    com a agulha da imaginação;
    e essa figura,
    nada menos que a quimera da felicidade,
    ou lhe fugia perpetuamente,
    ou deixava-se apanhar pela fralda,
    e o homem a cingia ao peito,
    e então ela ria, como um escárnio,
    e sumia-se, como uma ilusão.

     

    E sempre e sempre, de novo e sempre,
    um dia, outro dia e mais outro dia
    um ano, outro ano e todos os anos,
    todos os séculos e todos os séculos

     

    As línguas morriam
    Com o volver dos tempos,
    esquecia-se tudo;
    os heróis se tornavam apenas mitos,
    e a história ia caindo aos pedaços

     

    Os que se foram, nascendo impérios,
    levaram a impressão que eram eternos
    os que expiraram quando decaíam,
    levaram a esperança do recomeço.

     

    Prosperidade e desolação.
    Eternas exéquias, aleluias eternas.

     

    Auroras sobre auroras, ocasos sobre ocasos

     

    E os séculos continuavam a passar,
    velozes e turbulentos,
    as gerações que se superpunham às gerações,
    umas tristes, outras alegres,
    e todas elas pontuais na sepultura.

     

    As idades que vinham chegando e passando
    Cada século trazia a sua porção
    de sombra e de luz,
    de apatia e de combate,
    de verdade e de erro
    e o seu cortejo de sistemas,
    de idéias novas,
    de novas ilusões;
    cada um deles
    rebentavam as verduras de uma primavera,
    e amareleciam depois,
    para remoçar mais tarde.

     

    Fazia-se a história e a civilização,
    e o homem, nu e desarmado,
    armava-se e vestia-se,
    construía o tugúrio e o palácio,
    a rude aldeia e Tebas de cem portas,
    criava a ciência, que perscruta,
    e a arte que enleva,
    fazia orador, mecânico, filósofo,
    corria a face do globo,
    descia ao ventre da Terra,
    subia à esfera das nuvens,
    colaborando assim na obra misteriosa,
    com que entretinha a necessidade da vida
    e a melancolia do desamparo.
    o século presente, e atrás deles os futuros.
    e assim passou e assim passaram os outros
    com a mesma rapidez e igual monotonia,
    até o último.

  • 04:00 Lyrics
    Epílogo (Viver!)

    Eis-nos chegados ao fim dos tempos.

     

    Sentado em uma rocha, o último homem fita longamente o horizonte, onde passam duas águias cruzando-se.
    Medita, depois sonha. Vai declinando o dia.

     


    -Chego à cláusula dos tempos;
    este é o limiar da eternidade.
    A terra está deserta;
    nenhum outro homem respira o ar da vida.
    Sou o último; posso morrer. Morrer!
    Deliciosa idéia!
    Velha natureza, adeus!
    a morte consola-me.
    Aquela montanha é áspera como a minha dor;
    aquelas águias, devem ser famintas como o meu desespero

     

    -Certo que os homens acabaram; a terra está nua deles.

     

    -Ouço ainda uma voz... Voz de homem? Não, não és homem...

     

    -Não. Prometeu é o meu nome.

     

    -Não me iludes? Tu, Prometeu? Não foi então um sonho da imaginação antiga?

     

    -Olha bem para mim, palpa estas mãos. Vê se existo.

     

    -Tu, Prometeu, criador dos primeiros homens?

     

    -Foi o meu crime. Ouve, último homem!
    O mundo passageiro não pode entender o mundo eterno; mas tu serás o elo entre ambos. uma raça nova povoará a terra, feita dos melhores espíritos da raça extinta. Nobre família, lúcida e poderosa, será perfeita comunhão do divino com o humano. Outros serão os tempos, mas entre eles e estes um elo é preciso, e esse elo és tu.

     

    -Eu?

     

    -Tu mesmo, tu, eleito, tu, rei. Tu serás rei.

     

    -Iludes-me... Rei, eu?

     

    -Tu, rei. Que outro seria? O mundo novo precisa de uma tradição do mundo velho, e ninguém pode falar de um a outro como tu. Assim não haverá interrupção entre as duas humanidades. O perfeito procederá do imperfeito. Contarás aos novos homens todo o bem e todo o mal antigo. Reviverás assim como a árvore a que cortaram as folhas secas, e conserva tão-somente as viçosas; mas aqui o viço é eterno.

     

    -Visão luminosa! Eu mesmo?

     

    -Tu mesmo.

     

    -Estes olhos... estas mãos... vida nova e melhor... Visão excelsa! Fala, fala mais, conta-me tudo.

     

    -A descrição da vida não vale a sensação da vida; tê-la-ás prodigiosa. Lá contarás à gente estupefata não só as grandes ações do mundo extinto, como também os males que ela não há de conhecer, lesão ou velhice, dolo, egoísmo, hipocrisia, a aborrecida vaidade, a inopinável toleima e o resto. A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível.

     

    -Verei ainda este imenso céu azul!

     

    -Olha como é belo.

     

    -Belo e sereno como a eterna justiça. Céu magnífico, ver-te-ei ainda e sempre; tu me darás os dias claros e as noites amigas...

     

    -Auroras sobre auroras.

     

    -Anda, fala mais... fala mais...

     

    (Continua sonhando. As duas águias aproximam-se.)

     


    -Ai, ai, ai deste último homem, está morrendo e ainda sonha com a vida.

    -Nem ele a odiou tanto, senão porque a amava muito.

NOTES
Recorded between December 2007 and May 2009

Léo Lago: vocal, programming and guitar

Participations:
Lucas Lago: vocal on "Oração da criança "
Natasha Juliana Lago: recorder on "Hino a Pã "

All songs by Léo Lago, except:
"Cantiga profana" and "Ei, Deus (Ei, Diabo)", by Léo Lago and Leandro Lago.

All lyrics by Leo Lago, except:
"Prólogo (Prometeu acorrentado)", adapted from "Prometheus bound" by Aeschylus;
"Súplica dos justos ", adapted from Psalm 140;
"Oraçã…
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Venturas e desventuras do engenhoso Cavalleiro do Lago

by Léo Lago

Released September, 2007
Released September, 2007
Everything is possible, from brazilian and afro rythms to blues, rock, weird sounds or medieval songs.
  • 03:45 Lyrics
    Salve o cavaleiro

    Salve o cavaleiro
    Salve o cavaleiro do lago

     

    Eu sou o cavaleiro, o cavaleiro do lago
    Herdeiro e descendente de Lancelote do Lago
    O mesmo que andou com Merlin, o mago
    E o Rei Arthur de Bretanha
    E toda luta sou eu quem ganha
    E toda luta sou eu quem ganha
    Eu sou o cavaleiro, o cavaleiro do lago
    Herdeiro e descendente de Sir Galahad
    Lutando contra toda, toda a maldade
    Lutando contra toda, toda a maldade

     

    Meu lar é esse mundo imenso
    E toda luta sou eu quem venço
    Eu sou aquilo que faço e penso
    E toda luta sou eu quem venço

     

    Salve o cavaleiro
    Salve o cavaleiro do lago

  • 04:27 Lyrics
    Vegetais

    Nós somos vegetais
    Vivemos nossa vida em paz

     

    Acordei, bom dia sol
    Levantei, sacudi o pó
    Saí para passear
    Olha o dia a brilhar

     

    Bom dia, vegetais!
    Bom dia, senhores normais!
    (Não fale com ele, meu filho,
    não vê que ele é diferente?)
    Mas ninguém vê a minha mente...

     

    Bom dia, seu Feijão
    Para o senhor, tudo de bom
    Bom dia, dona Chicória
    Eu já sei o fim da história

     

    Bom dia, vegetais!
    Bom dia, tudo em paz!
    (Deviam proibir sair gente
    desse tipo na rua!)
    Se você não entende a culpa é toda sua...

     

    Bom dia, seu Aspargo
    Por que esse sorriso amargo?
    Bom dia, dona Espiga
    Não é que ninguém liga?

     

    Bom dia, vegetais!
    Bom dia, nada mais!
    (Eu sei que venci na vida,
    você não passa de fracassado!)
    Mas logo tudo será passado...

     

    Vocês são comida pro sistema
    Não se preocupe, não há problema
    Mas eu sei, ninguém me engana
    Vocês não passam de bananas!

     

    Trabalhe em seu posto, pague seu imposto
    Trabalhe sem parar sem nunca reclamar
    Pelo seu esforço, se aposente quase morto
    Pelo seu esforço, se aposente quase morto

     

    Yes, nós somos bananas!
    Bananas até morrer!

     

    Bom dia, vegetais
    Não vão entender jamais!

  • 01:46 Lyrics
    Tou saindo

    Tou saindo, tou saindo
    Tou caindo fora
    Tou saindo, tou saindo
    Tou indo me embora

     

    Essa canção é pra todos aqueles
    Que estão deixando pra trás
    Aquilo que já não satisfaz
    Rumo ao novo
    Rumo ao desconhecido
    Ao novo
    Rumo à liberdade!

     

    Essa canção é pra partir
    Essa canção é pra dizer adeus
    Essa canção é pra dar boas vindas ao novo
    Ao novo!

  • 01:35 Lyrics
    Alguma coisa nova

    Eu quero alguma coisa nova,
    Alguma coisa nossa,
    Alguma coisa fora
    Dessa velha bossa
    Eu quero novidade
    Chega de saudade
    Alguma coisa nossa
    Pra me tirar da fossa
    Alguma coisa nova,
    Alguma coisa agora,
    Alguma coisa fora,
    Alguma coisa, ora!
    Alguma coisa nossa,
    Alguma coisa agora!

     

    Algo diferente
    Pra ligar a mente
    Vejo claramente
    Algo diferente
    Que ligue minha mente

     

    Eu consigo ver sem óculos
    Enxergo estrelas sem binóculos
    Não quero siglas, tampouco rótulos

     

    (Uma ouvidinha em minha música, pelamordedeus)

  • 03:04 Lyrics
    Entre a máquina e a massa

    Agônico levanto as mãos ao céu implorando ajuda
    Esmagado entre a máquina e a massa, dor aguda
    E eu pensando em cantar um xote e um xaxado
    Um rock, um blues ou um forró safado
    Um tango, escute meu canto num canto do Brasil
    Pisando fundo como um mestre, sei que sou um em mil
    Rindo louco de euforia, eu já passei por tudo
    Se eu quero, rodo todo esse mundo em um segundo

     

    Se faz sentido, não sei
    Pense você no que eu cantei
    Sem saída, nem escapatória
    Pra quem muda, eis a história!

     

    Esmagado entre a máquina e a massa
    Esmagado entre a máquina e a massa
    A canção fica, tudo o mais passa
    Esmagado entre a máquina e a massa

  • 05:11 Lyrics
    Blues de pai Joaquim

    Na aroeira de São Benedito
    Santo Antônio mandou me chamar

     

    Pai Joaquim, ê ê
    Pai Joaquim, ê á
    Pai Joaquim veio de Angola
    Pai Joaquim veio de Angola, Angolá

     

    Que saudade da minha terra
    Que saudade de Angola
    Que saudade da minha gente
    Que vive em outro lugar

     

    Escravo nessa terra
    Eu só faço é trabaiá
    Preto véio sabe muito
    Sabe mais é perdoar

     

    Sinhô pensa que é sinhô
    Mas minha alma voa livre em Angola
    Sinhô pena pra ser sinhô
    Mas só existe um sinhô pra nos comandar
    Zambi!

     

    Irmãos sofrendo
    Me sinto blue
    Irmãos no tronco
    Me sinto blue

     

    Nêgo tá cansado de trabaiá
    (Trabaia, trabaia, nêgo)
    Mão do nêgo tá que é calo só
    (Trabaia, trabaia, nêgo)

     

    (Não, meu fio
    Não chore mais
    Você sabe, seu pai tem que partir
    Mas todas as atribulações dessa vida,
    Meu Deus
    Num são eternas
    Seu pai tem que partir)

  • 01:46 Lyrics
    Dos Freitas

    Em cinco estrelas douradas
    Postas em campo sanguinho
    Dos Freitas godos usadas
    Entre o Douro e mais o Minho
    Foram as mais veneradas

  • 04:40 Lyrics
    O arraiá dos templários

    Segue no caminho o véio solitário
    Rezando rezas véias de seu escapulário
    Reza antiga e forte que num sabe o vigário

     

    Véias crenças esquecidas dentro de um armário
    Mas guardadas no fundo desse seu ossário
    Queimando antigas ervas no seu incensário

     

    Ele num teme saque de nenhum corsário
    Inté porque num tem nada em seu inventário
    A num ser a memória de causos vários

     

    E a véia lei que rege sempre os contrários
    Bem e mal, vida e morte, triste e hilário
    Sem malandro não há, vice-versa, otário

     

    E ele é membro, ele é membro, membro honorário
    Da festa que acontece mas num tem horário
    O arraiá dos templários, o arraiá dos tempos

     

    O arraiá, o arraiá dos templários

     

    Todo mundo, todo mundo

  • 01:30 Lyrics
    Sagração

    Em nome de Deus, de São Miguel e de São Jorge,
    Eu vos armo cavaleiro
    Sede valente, leal e corajoso

     

    Eu sou o cavaleiro
    Eu sou o cavaleiro do lago

  • 06:00 Lyrics
    Ilha dos amores

    Leonardo, soldado bem disposto,
    Manhoso, cavaleiro e namorado,
    A quem Amor não dera um só desgosto,
    Mas sempre fora dele maltratado,
    E tinha já por firme pressuposto
    Ser com amores mal afortunado,
    Porém não que perdesse a esperança
    De ainda poder seu fado ter mudança

     

    Quis aqui sua ventura, que corria
    Após Efire, exemplo de beleza,
    Que mais caro que as outras dar queria
    O que deu para dar-se a natureza.
    Já cansado correndo lhe dizia:
    "Ó formosura indigna de aspereza,
    Pois desta vida te concedo a palma,
    Espera um corpo de quem levas a alma.

     

    "Tu não te pareces com as mulheres vulgares
    que tenho conhecido.
    Espírito e coração como os teus são prendas raras.
    Como te não amaria eu?" 



    "Todas de correr cansam, Ninfa pura,
    Rendendo-se à vontade do inimigo,
    Tu só de mi só foges na espessura?
    Quem te disse que eu era o que te sigo?
    Se to tem dito já aquela ventura,
    Que em toda a parte sempre anda comigo,
    Ó não na creias, porque eu, quando a cria,
    Mil vezes cada hora me mentia.

     

    "Ó não me fujas! Assim nunca o breve
    Tempo fuja de tua formosura!
    Que, só com refrear o passo leve,
    Vencerás da fortuna a força dura.
    Que Imperador, que exército se atreve
    A quebrantar a fúria da ventura,
    Que, em quanto desejei, me vai seguindo,
    O que tu só farás não me fugindo!

     

    "Tu não te pareces com as mulheres vulgares
    que tenho conhecido.
    Espírito e coração como os teus são prendas raras.
    Como te não amaria eu?" 



    "Nesta esperança só te vou seguindo:
    Que, ou tu não sofrerás o peso dela,
    Ou na virtude de teu gesto lindo
    Lhe mudarás a triste e dura estrela:
    E se se lhe mudar, não vás fugindo,
    Que Amor te ferirá, gentil donzela,
    E tu me esperarás, se Amor te fere:
    E se me esperas, não há mais que espere."

     

    Já não fugia a bela Ninfa, tanto
    Por se dar cara ao triste que a seguia,
    Como por ir ouvindo o doce canto,
    As namoradas mágoas que dizia.
    Volvendo o rosto já sereno e santo,
    Toda banhada em riso e alegria,
    Cair se deixa aos pés do vencedor,
    Que todo se desfaz em puro amor.

     

    Ó que famintos beijos na floresta,
    E que mimoso choro que soava!
    Que afagos tão suaves, que ira honesta,
    Que em risinhos alegres se tornava!
    O que mais passam na manhã, e na sesta,
    Que Vênus com prazeres inflamava,
    Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
    Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.

     

    "Amai, rapazes!
    E, principalmente, amai moças lindas e graciosas;
    elas dão remédio ao mal, aroma ao infecto,
    trocam a morte pela vida...
    Amai, rapazes!"

     

  • 05:46 Lyrics
    São Jorge matou o dragão

    São Jorge matou o dragão, eu também quero matar
    Com meu escudo, armadura e lança empinada no ar

     

    Esse mundo tem tanta iniqüidade
    Eu quero ser um cavaleiro da bondade
    Combatendo sempre o bom combate
    Com justiça, amor e lealdade
    Sem me curvar a nenhum imperador
    E negar o que creio e o que sou
    Seguindo o exemplo de Jorge, o soldado
    O santo, o guerreiro, a fé ao meu lado
    Em eterna busca da verdade
    Lutando contra o dragão da maldade
    Pois eu sei que hei de esmagá-lo
    Sob os santos cascos de meu cavalo

     

    Valei-me, meu São Jorge!

     

    Minha bandeira tem uma cruz
    Minha bandeira é cercada de luz

     

    Salve Jorge, que ele é do bem!

     

    Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
    Estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
    Defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
    E que debaixo das patas de seu fiel ginete
    Meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós

     

    Salve São Jorge glorioso
    Da pátria celestial
    Abençoai vossos filhos
    Com bondade fraternal

     

    Ogã toca pra Ogum
    Ogã toca pra Ogum
    Ogã toca pra Ogum que eu quero ouvir
    Ogã toca pra Ogum que eu vou pedir

     

    Bandeira içada é sinal de uma vitória
    Nos campos do Humaitá
    E na umbanda vamos todos saravar
    Linda falange que sabe guerrear

  • 01:51 Lyrics
    O monstro de mil faces

    Um monstro de mil faces é o que temos que enfrentar
    Um monstro de mil faces, todas pra te enganar
    Inventado e controlado, não se sabe bem por quem
    Quem dele escapou, eu não soube de ninguém

     

    Como um camaleão, sempre a se transformar
    Sugando nosso sangue, tirando nosso ar
    Criando ilusões, sempre a nos enganar
    Usando nossas armas para contra-atacar

     

    Um monstro de mil faces para enganar você
    Você tem que ter mil olhos para ver
    Monstro de mil disfarces todos pra te iludir
    Você tem que ter mil pernas pra seguir

     

    Sozinho serei só mais um para derrubar
    Juntos podemos o mundo transformar
    O monstro não é tão poderoso assim
    Se todos nós acordarmos, enfim

     

    Um monstro de mil faces é o que temos que enfrentar
    Um monstro de mil faces, todas pra te enganar
    Inventado e controlado, não se sabe bem por quem
    Quem dele escapou, eu não soube de ninguém

     

    Um monstro de mil faces para enganar você
    Você tem que ter mil olhos para ver
    Monstro de mil disfarces todos pra te iludir
    Você tem que ter mil pernas pra seguir

     

    E praquele que tem o entendimento
    Escute agora o nome do tormento

     

    Ele é um monstro de mil faces - tema!

     

    E praquele que busca a liberdade
    Escute agora a voz da calamidade

  • 04:09 Lyrics
    A entidade

    Você sabe que não me pode vencer
    Você sabe que eu estou em você

     

    Estou aqui séculos antes de você nascer
    Que ousadia pensar que me pode deter

     

    Estou aqui há séculos e séculos
    E sempre fiz parte da história
    Em meu nome, para minha honra
    É que jaz toda a glória
    De onde vim, não digo,
    Ninguém saberá ao certo
    Tenho a força comigo
    E o poder sempre por perto
    Tentar me deter é tolice,
    Melhor seguir na mesmice
    Destruir-me seria destruir
    Grande parte do mundo
    Pois nele já estou
    Enterrado bem no fundo
    Possuo todo e cada corpo
    São todos meus serviçais
    A maioria prefere assim
    E me paga cada vez mais
    Tributo! É fácil comprá-los
    Eu tenho o preço
    Para cada pessoa
    Ouro, sexo, fama, pó
    Eu subo, eu desço
    Eu mato à toa
    E cada um está só
    Em pares ou não
    E em sua solidão
    Mantenho todos sedados,
    Inebriados, vendados, calados
    Do mundo, os maiores chefes
    São apenas fantoches em minha mão
    São apenas pequenos blefes
    Pra esconder a verdade da multidão
    Esse é meu melhor disfarce
    Ninguém jamais viu minha face,
    Pois eu não a tenho,
    Ou as tenho demais
    Em toda instituição
    Eu estou por trás
    Eu sou uma corporação
    Eu sou Legião
    Pois somos muitos.
    Estou em todos eles
    Eu sou todos aqueles
    Eu sou milhares, eu sou único
    Sou uma entidade viva, pensante,
    Devorador de almas,
    De falsos sonhos fabricante,
    Senhor de seus sentidos,
    Herói, vilão e bandido.
    Estou dos dois lados da guerra,
    E os despojos são meus.
    Sou o patrão dos patrões,
    Chefe dos chefes.
    Eu comando, eu reino, eu mando.
    Eu já tive centenas de nomes.
    Chame-me pelo que preferir.
    Eu me limito a rir.

  • 03:01 Lyrics
    Somente minha mente

    Eu sei que é uma luta impossível
    Mas o que mais me importa
    Não é a vitória, nem glória
    E sim o tentar, o lutar
    O vento, a vida, o luar
    Que seja meu caminho cheio de moinhos
    Que tenha você (o que quiser ter)
    O que quiser ter (que tenha você)
    Pois eu tenho algo mais em busca da paz
    Pois eu tenho algo mais (eu tenho minha paz)

     

    Eu tenho minha mente (eu tenho minha mente)
    Eu tenho minha mente, só a minha mente
    Eu tenho minha mente (eu tenho minha mente)
    Eu tenho minha mente e só minha mente

     

    E aqui você vai tentar
    Mas não vai conseguir entrar
    Aqui é onde se trava (a minha batalha)
    A verdadeira batalha (é aqui que se trava)

     

    Eu tenho minha mente (eu tenho minha mente)
    Eu tenho minha mente, só a minha mente
    Eu tenho minha mente (eu tenho minha mente)
    Eu tenho minha mente e só a lamente



    Pois aqui você vai tentar
    Mas não vai conseguir entrar
    Aqui é onde se trava (a minha batalha)
    A verdadeira batalha (é aqui que se trava)

     

    Pois aqui você vai tentar
    Mas não vou te deixar entrar
    Aqui é onde se trava (a verdadeira batalha)
    A verdadeira batalha (é aqui que se trava)

     

    Eu tenho minha mente (eu tenho minha mente)
    Eu tenho minha mente (eu tenho minha mente)
    Eu tenho minha mente e somente minha mente eu posso mudar
    Eu tenho minha mente e somente minha mente eu posso mudar
    Eu tenho minha mente e somente minha mente eu posso mudar
    O único lugar que eu posso realmente mudar

  • 00:56 Lyrics
    Eu tenho tanto

    Você tem tudo
    Tudo aquilo que é seu
    Você tem tudo
    Tudo que já morreu
    Você tem tudo
    Mas eu sou muito mais eu

     

    Eu tenho minha mente
    E eu tenho minha vida
    E momentos vividos
    E eu tenho o caminho
    E velhos amigos
    E eu tenho o luar
    O vento no mar
    E eu tenho o lugar
    Onde coloco meu corpo
    Pra descansar
    Eu tenho tanto
    E não tenho nada
    Pois nada importa
    Se nada eu criar
    Tantos desafios
    Eu tenho um fio a desenrolar
    Eu tenho minha vida
    Eu tenho minha morte
    Eu tenho minha sorte
    Eu tenho meu lar
    Onde eu for parar
    Eu tenho poesia
    E tanta canção
    Que quero cantar
    Eu tenho minha arte
    Em qualquer parte
    E acima de tudo
    Eu tenho o amor
    E acima de tudo
    Eu tenho o número doze

  • 03:57 Lyrics
    Doze

    Aqui se realiza
    Pelo fogo
    A obra da luz eterna

     

    Doze é um número glorioso
    É a manifestação da Trindade
    nos quatro cantos do horizonte
    É a exaltação da matéria pelo espírito
    Três vezes o quatro, doze
    Jesus escolheu doze discípulos
    Chamou aqueles que quis
    e eles vieram a ele
    em número de doze
    O zodíaco divide a esfera celeste
    Em doze casas
    Doze meses do ano
    Doze deuses do Olimpo
    Doze cavaleiros na távola redonda
    Doze tribos de Israel
    Doze filhos de Jacó
    que usava um peitoral sobre o qual
    doze pedras:
    Topázio - virtude
    Esmeralda - justiça
    Sardônico - elevação
    Crisólito - sabedoria
    Calcedônia - coragem
    Jacinto - temperança
    Jaspe - abundância
    Crisólogo - a busca
    Berilo - desprendimento
    Safira - continência
    Ametista - realeza
    Ônix - humildade, caridade, sinceridade
    O relógio se divide em doze horas
    O mistério da meia-noite
    O mistério das doze horas

     

    Doze apóstolos
    Doze signos
    Doze horas no relógio
    Doze meses
    Doze tons
    Doze trabalhos hercúleos

     

    Doze é o número

     

    Doze é o número cíclico
    do símbolo universal

     

    Doze é o meu número da sorte

     

    Doze é o número do dedo dela
    E eu ainda caso com ela, eu ainda caso com ela
    Doze é o número do dedo dela
    Aquele que terá minha aliança tão bela

     

    Eram doze os apóstolos
    Doze apóstolos de Cristo
    Doze signos no zodíaco
    E já estava tudo escrito
    Doze meses, doze horas
    Dividem o dia em dois
    Como você me dividiu
    Em antes e depois
    Doze trabalhos não são nada
    Comparados a você
    Doze tons, doze tons
    Minha harmonia é te querer

     

    E doze mais um é treze
    E doze mais um é treze
    Para sempre
    Treze do doze

  • 01:15 Lyrics
    Se um dia você me deixasse

    Se um dia você me deixasse não sei o que seria de mim
    Qualquer via seria impura e a amargura não teria fim
    Andaria sem prumo perderia o rumo do verso e da prosa
    Não teria certezas nem veria beleza num botão de rosa

     

    Se você não me amasse eu acordaria do sonho mais lindo
    Mas se fosse um sonho então preferia que fosse infindo
    Não sei bem ao certo sem você por perto o que eu faria
    Depois de tanta doçura não teria cura a minha agonia

     

    Se outro alguém surgisse e levasse de mim o seu coração
    Não haveria quem suprisse sua face, seu corpo, sua mão
    Como afogar tanta dor e a saudade de quando fomos dois

     

    Com você conheci amor de verdade, ontem, agora, depois
    Se um dia você me deixasse - que nunca exista esse dia
    Porque se ele por acaso chegasse eu acho que eu morreria

  • 05:52 Lyrics
    Sangreal

    Sangreal, meu Sangreal
    Hei de buscar-te por toda minha vida
    Sangreal, meu Sangreal
    Até a hora da minha morte
    Se preciso for

     

    Sangreal, meu Sangreal
    Até a hora que tu decidas
    Sangreal, meu Sangreal
    Que eu sou bastante forte
    Para vencer a dor

     

    "Mostre-me o Sangreal, Senhor! Mostre-me Teu sangue!
    Teu corpo e Teu sangue! Dê-me a Busca!
    Senhor, eu estou fraco e cansado; minha alma está enojada
    De todas as falsidades, todos os pequenos objetivos,
    As vaidades enfadonhas, as alegrias arfantes,
    A vagarosa procissão deste farto mundo!
    Bom Senhor, eu queimo por Ti! Dê-me Tua Busca!
    Através do velho tempo ressonante,
    Eu vejo Teus cavaleiros em disposição magnífica
    Saindo para a vitória, como as estrelas solenes
    Lutando seus percursos com suas espadas conquistadoras,
    Seus tristes, rígidos lábios de pureza e força,
    Suas glórias vivas, suas mortes majestosas.
    Dê-me Tua Busca! Mostre-me o Sangreal, Senhor!" 

NOTES
Recorded between October 2006 and August 2007, except “Entre a máquina e a massa”, August 2005, and “Doze”, between June 2005 and November 2006. Rio de Janeiro, RJ, Brazil.

Produced by Léo Lago.

All vocals, programming and sounds by Leonardo Freitas Lago, except for laughs of Ephyre.

All lyrics and music by Leonardo Freitas Lago, except (*):
“Blues de pai Joaquim”, Leonardo Freitas Lago with parts from public domain; “Dos Freitas”, Leonardo Freitas Lago, lyrics by D. João …
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Asilo Harkam para músicos insanos

by Léo Lago & Leandro Lago

Released 2006
Léo Lago
Released 2006
Léo Lago
Welcome to the asylum, a place where varied and strange sounds do live: experimental blues, percussive sounds from umbanda, punk, psychedelism and weird songs passing through various experiments, all permeated by insane vignettes. How crazy can you get?
  • 00:31 Lyrics
    Sejam Bem-Vindos Ao Asilo

    Sejam bem-vindos ao asilo
    Deixem a sua sanidade na entrada

  • 04:14 Lyrics
    Terezinha Canta Um Blues

    Terezinha canta um blues
    De uma queda foi ao chão
    Acudiu três cavaleiros
    Todos três, chapéu na mão



    O primeiro, foi seu pai
    O segundo, seu irmão
    O terceiro foi aquele
    Que Tereza deu a mão



    Tereza, Tereza
    Sublime criação da natureza



    Da laranja, quero um gomo
    Do limão, quero um pedaço
    De Tereza, a mais bela,
    Quero um beijo e um abraço

  • 03:38 Lyrics
    Anunziô Zumbi

    Obscure mantra sung in an ancient african-Brazilian language by the slaves when they went to fight (or maybe not).

  • 00:19 Lyrics
    Teoria Da Loucura

    Quem é maluco e quem é normal é tudo uma questão de maioria e minoria: se a maioria fosse maluco e a minoria fosse normal, os normais seriam malucos e os malucos seriam normais.

  • 02:27 Lyrics
    Ode À Loucura

    Essa manhã resolvi não trabalhar
    Fiquei sem roupa e fui pra rua pular
    Homens vieram, me acusaram de atentar
    Contra o pudor, eu só fiz gargalhar

     

    Ah, não, não quero mais ser comum
    Me casar, ter filhos, então bum!
    Então eu resolvi enlouquecer de vez
    É bem melhor do que ser igual a vocês

     

    Me amarraram e jogaram num hospital
    Só porque eu já não sou igual
    Se todos fossem como eu, com certeza
    Os normais é que seriam malucos-beleza

     

    Ah, não, não me olhe como se eu fosse um louco qualquer
    É mais difícil ser louco que manter a fé
    Eu sou louco e faço o que bem quiser
    Loucura é viver a vida como ela é

  • 02:17 Lyrics
    A Vida Como Ela É / Sete Horas E Tudo Bem

    Eu não consigo mais viver
    A vida como ela é
    Como posso aguentar
    A vida como ela é
    Tudo é sempre igual e
    A vida é como ela é
    Tudo tão normal
    Na vida como ela é
    Por que não ser diferente?
    A vida como ela é
    Tentar mudar
    A vida como ela é
    Pois essa vida,
    A vida como ela é
    Não é como ela é, mas
    A vida como ela está
    Ela pode, ela deve mudar
    A vida como ela é
    A vida que você conhece
    Não é a vida que eu conheço
    A vida como ela é não é
    A vida como ela é

     

    Sete horas e está tudo bem
    Acordar e se vestir
    Tomar o seu café
    Escovar os dentes
    Pegar sua condução
    Assinar o ponto, igual
    Sempre no mesmo posto
    Encarar o patrão de todo dia
    Ganhar o pão de sua família
    Com o suor do rosto
    Voltar ao seu lar normal
    Assistir televisão
    Esvaziar sua mente
    Rezar mantendo a fé
    Botar pijama e dormir
    Sete horas e está tudo bem

  • 05:01 Lyrics
    Tudo Vai Muito Bem (No Planeta Terra)

    Olhai nos shoppings as belas vitrines pra se comprar
    Na internet tem bate-papo pra se encontrar
    Tem tanta coisa pra fazer, tanto pra se ver e olhar
    Mas eu não encontro nada que te faça pensar

     

    Olhai pessoas e carros rodando com tanta pressa
    Minha insatisfação no peito, eu não tô nessa
    É insuportável, não tenha nada a ver, tanta dor
    Passo meus olhos no céu esperando um disco voador

     

    Se todo dia eu levanto, me visto e vou trabalhar
    É como se eu me matasse, a cada dia a me anular
    Olho pros outros, serei o único a queimar o peito
    E ter tais pensamentos a me atormentar no leito?

  • 00:17 Lyrics
    Apenas Um Dia Ruim

    Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático
    Essa é a distância entre o mundo e um louco
    Um dia ruim
    Apenas um dia ruim

  • 07:29 Lyrics
    A Corja

    Hoje eu fui pra janela só pra espiar
    Essa maldita corja a desfilar
    Em carros do ano, sorrisos plásticos
    A paciência do povo não é elástico
    Parecem felizes, eu sei que não são
    Pois em suas cabeças pesa a maldição

     

    Vocês moldam a verdade como quiser
    Ensinam os pobres a manter a fé
    Uma multidão morre de fome
    E não tem o filé que o seu cão come
    Quem tem muito, sempre quer ter mais
    Quem não tem nada, pouco já satisfaz

     

    O país cresce com trabalho escravo
    Vocês sorriem entre rosas e cravos
    De noite descansam a cabeça num travesseiro
    Mas quando um santo forte baixar no terreiro
    E a diversão no carnaval ao invés de desfilar
    Será escolher o próximo rico para assassinar

     

    Entendam que a corja tem a força mas é pequena
    O povo não tem fogo, mas em cena
    Pode ser o diretor ao invés de figurante
    Quando em fúria se fizer o levante
    Milhões de bocas já sem comida
    Pedirão de volta o que deram em vida

  • 04:28 Lyrics
    Got to Get You Baby

    Got to get you baby
    Don't wanna hear maybe
    So come on, come on
    I got to get you baby

     

    I want you to come into my life
    I want to turn you into my wife
    'Cause you're the prettiest girl I've ever seen
    You're beautiful, you're mine and you're seventeen
    And you know what I mean!

  • 00:09 Lyrics
    Lado B

    Se isso fosse um LP, aqui começaria o Lado B

  • 01:13 Lyrics
    Quatro Buldogues Vigiando O Portão

    Eu só acredito em quem pulou o cercado
    A cerca viva de arame farpado
    Vidros de veneno, eletrificado
    Quem é corajoso, meu irmão
    Quatro buldogues vigiando o portão
    Quatro buldogues vigiando o portão
    (Cuidado aí, meu caro)

     

    Lá fora tem um monstro olhando você
    Quem é diferente pode até morrer
    É bem mais fácil ficar sentado
    Mas quem sabe o que tem d'outro lado?
    Poucos sabem, vislumbraram o clarão
    Quatro buldogues vigiando o portão
    (Olha pra cima, que o chão é lugar de cuspir)

     

    Se você tem coragem, comigo vem se juntar
    Vamos ver quem consegue o muro pular
    A grande questão é somente tentar
    Teremos força até pra derrubar
    Um mundo lindo surgirá, então
    Quatro buldogues vigiando o portão
    (Cave canem, meu filho)

     

    Quatro buldogues vigiando o meu portão!

  • 03:39
    Dozedê Didi
  • 03:04 Lyrics
    Por Que Eu Devo?

    Garota, você foi tudo pra mim
    E te esquecer será ruim
    Mas tudo que começa tem um fim
    Eu sei

     

    Tudo bem, eu fiz por onde
    Mas por que você foi tão longe?
    Negastes teu passado ontem
    Eu sei

     

    Nós podíamos ter tentado mais
    Eu sei que a gente seria capaz
    As saudades não somem jamais
    Eu sei

     

    Por que eu devo te esquecer?
    Baby, eu sei que vou sofrer
    Mas por que eu devo te esquecer
    Se você me fez viver?

     

    Eu tentei de você me afastar
    Mas aquilo era de amargar
    Não consegui me acalmar
    Eu sei

     

    Da minha mente você não saiu
    Minha vida inteira caiu
    Quando seu olhar partiu
    Eu sei

     

    Você diz: "aqueles sentimentos
    foram embora com o vento
    Eles não voltam mais lamento"
    Não sei

     

    Você diz, tem saudades grandes
    Do tempo em que éramos amantes

    Não sei o que dizer nesse instante
    Não sei

     

    Eu não quero acreditar
    Mas quero ao seu lado de volta estar
    Será possível te reconquistar?
    Não sei

     

    Eu me lembro de suas promessas
    Nossa história seria eterna
    Pensei que você estivesse certa
    Não sei

     

    Agora eu fico louco pela estrada
    Esperando a sua chegada
    Que não sei se vai ser realizada
    Não sei

     

    Por que eu devo?
    Se minhas esperanças
    Não são como seus sentimentos
    Elas são eternas
    Eu sei

  • 04:14 Lyrics
    Ninfeta (Kelly Chave De Cadeia)

    Ei, garota
    Eu quero que você
    escute o que eu vou te dizer

     

    Anda desse jeito
    Se rebolando à toa
    Só porque já sabe
    Que você é muito boa
    Mas você vai ver
    É só pagar pra ver

     

    Fica só me olhando
    Com essa cara de ninfeta
    Só porque já sabe
    Que eu quero a sua boca
    Mas você vai ver
    Você vai aprender

     

    Não tô mais aguentando
    Teu corpo me chamando
    A coisa tá ficando feia
    Tu é chave de cadeia

     

    É melhor parar com isso
    Porque eu não sou Jesus Cristo
    Se eu fosse perfeito
    Não olhava pros teus lábios
    Mas você vai ver
    O que eu vou te fazer

     

    Você só tá querendo
    Ir comigo pro meu quarto
    Acabou seu tempo
    Vou te comer de fato
    Agora chama a polícia
    Pra me prender

  • 03:28 Lyrics
    Lamento De Vampiro

    Ajuda-me a encontrar
    Meu proprio caminho ao luar
    Sou mais desamparado
    Do que jamais pudestes imaginar
    Se nao podes ver na escuridao
    Meus uivos vao dizer-te eu sou

     

    Um prisioneiro do sangue
    Da cova fria um amante
    Uma criatura do silencio

     

    Deixa-me tomar o caminho certo
    Para as tuas veias
    E sejas minha companheira
    Noite apos noite
    Durante toda a eternidade
    Até que a morte nos una

  • 00:10 Lyrics
    Que Piada De Mau Gosto!

    Quando eu vi que piada de mau gosto era o mundo, eu preferi ficar louco.
    Eu admito!

  • 04:45
    I Got A Blues Feeling About This
  • 02:47 Lyrics
    Vovó Já Vai

    Senhoras e senhores
    é com imenso pesar
    que temos que lhes informar:
    o show já está para terminar!

     

    Já chegou a hora de ir embora
    Tem que ser agora porque lá fora
    a madrugada já vem
    Anunciando o alvorecer
    Um novo dia já vem
    Pra mim e pra você

     

    Pra casa, vocês não precisam ir
    Mas aqui é que não podem ficar
    Porque já passou da nossa hora de cantar
    Cantar pra subir!

     

    Vovó já vai, já vai pra Aruanda

     

    À benção, vovó
    Proteção pra nossa banda

     

    Vovó já foi, já foi pra Aruanda

  • 08:50 Lyrics
    Para-Noia-Para

    Eu vi uma porta aberta no céu
    Vinte e quatro tronos com vinte e quatro anciãos
    Eu vi um livro selado com sete selos
    Escrito por dentro e por fora
    Um cordeiro com sete chifres e sete olhos
    Os quatro cavaleiros do apocalipse
    E o quarto chamava-se morte
    E o inferno seguia com ele
    O sol tornou-se negro, e a lua, como sangue
    As estrelas caíram sobre a Terra
    Eu vi abrir-se o sétimo selo
    E fez-se silêncio no céu
    Eu vi sete anjos com sete trombetas
    As sete trombetas foram tocadas
    E toda a erva verde foi queimada
    E eu vi um grande sinal no céu
    Uma mulher vestida de sol
    E com a lua aos seus pés
    Sofrendo tormentos para dar à luz um varão
    que há de reger todas as nações com vara de ferro
    E viu-se outro sinal no céu
    Um dragão vermelho de sete cabeças e dez chifres
    O anjo do abismo
    Em hebraico, Abadom, em grego, Apoliom
    A antiga serpente que se chama Diabo e Satanás
    E houve guerra no céu
    Miguel e seus anjos batalhavam contra o dragão
    E o dragão e seus anjos foram precipitados na terra
    E toda a terra maravilhou-se seguindo a Besta
    Aquele que tem entendimento, calcule o seu número
    Pois é um número humano
    E o seu número é seiscentos e sessenta e seis
    Eu vi o céu aberto, e eis um cavalo branco
    E o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro
    E julga a peleja com justiça
    E vi um anjo em pé no sol
    E a besta foi presa e lançada no lago de fogo e enxofre
    A segunda morte
    E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida
    Foi lançado no lago de fogo
    Vi um novo céu e uma nova terra
    A queda da grande Babilônia
    A santa cidade, a Nova Jerusalém

     

    Para-noia-para
    Para-noia-para
    Para-noia-para você
    E pra mais ninguém!

     

    Para-noia-para
    Para-noia-para
    Para-noia-para você
    E pra você também!

     

    Quem é injusto, faça injustiça ainda
    E quem é sujo, suje-se ainda
    E quem é justo, faça justiça ainda
    E quem é santo, santifique-se ainda

     

    Eu sou o Alfa e o Ômega,
    O primeiro e o derradeiro,
    O princípio e o fim

     

    A graça do Senhor Jesus esteja com todos

  • 05:27
    Tinha Dois Caras No Hospício
NOTES
Recorded between 2001 and 2006.

Léo Lago: vocal, programming, vocals
Leandro Lago: electric guitar, guitar, programming, vocals and lead vocal in "Ninfeta"

Lucas 12:49

by Selvagens 97

Released 2000
Léo Lago
Released 2000
Léo Lago
O EP Lucas 12:49 originalmente tinha quatro faixas, versão expandida com faixas bônus.
NOTES
O EP Lucas 12:49 foi lançado em 2000, com quatro músicas. Esse lançamento expandido conta com todas as outras músicas desse período, incluindo gravações caseiras, faixas não lançadas e gravações ao vivo do último show. Inclui ainda um projeto paralelo nunca lançado, a banda fictícia Los Cojones, criada unicamente com o propósito de incomodar e ser declaradamente "ruim".

Punkixe

by Selvagens 97

Released 1998
Léo Lago
Released 1998
Léo Lago
Punk, blues, sátira, nonsense, diversão.
NOTES
O álbum Punkixe, lançado em 1998, acrescido de faixas bônus ao vivo e ensaios.

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