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Canto de Prometeu

03:19
Léo Lago
2009
Léo Lago / Adapted from Goethe

Lyrics

Encobre, ó Zeus
Teu céu com tuas nuvens
E como um garoto
Colhendo cardos
Pratica tuas artes
Em carvalhos e cumes
Mas tem que deixar-me
Essa terra que é minha
E a minha cabana
Que não construíste
E essa minha forja
Cujo fogo ardente
Tu me invejas

 

Nada mais pobre eu conheci
Sob o sol do que vós, deuses!
Mal conseguis se alimentar
com tributos de oferendas
E sopros de preces
E morreríeis de fome
com toda vossa majestade
Se não fossem as crianças
E os mendigos pobres loucos
cheios de esperança

 

Quando eu era criança
E nada conhecia
Ao sol se erguiam
Meus sentidos olhos
Como se lá houvesse
Um ouvido a escutar
Meus tristes lamentos
E um coração como o meu
Que fosse consolar
Toda minha angústia

 

Quem me ajudou
Contra todos os Titãs?
Quem me resgatou
Da escravidão?
Não foi meu ardente
coração sem ajuda?
E enganado, jovem e bom,
Por sua salvação queimou
Agradecido àquele que
dorme lá em cima?

 

Eu, prestar-te homenagem?
Mas pelo quê?
Alguma vez aliviaste
A angústia dos oprimidos?
Alguma vez secaste
Lágrimas dos infelizes?

 

Não foi o Tempo
onipotente
Que forjou em mim
a humanidade
E o Destino eterno
Meu mestre
E teu também?

 

Pensaste talvez
Que eu fosse odiar
Esta minha vida
Fugir aos desertos
Porque não deram frutos
Todos meus sonhos?
Pois aqui estou eu
Formando homens
À minha imagem
Raça como a minha:
Para chorar e sofrer
Para sorrir e gozar
E que te não respeite
Assim como eu
Nunca respeitei!

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